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Jornal Diário de Suzano - 20/08/2017
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COLUNA

Suami Paula de Azevedo

É escritor, responsável pela Mirambava Editora, palestrante e professor universitário. E-mail: suamiazevedo@uol.com.br

Artes

12 AGO 2017 - 05h00
Um amigo me ligou esses dias propondo que escrevesse minha crônica sobre o Dia Nacional das Artes. É agora em agosto, não é mesmo? Que dia? Fui logo perguntando. É neste sábado! Respondeu-me rindo. Na véspera do Dia dos Pais deste ano?
Brincamos sobre o assunto, quem andava fazendo arte com a gente brasileira eram uns políticos...
Bom, como já havia escrito a minha matéria fiquei pensativo. Escrevo outra, ou publico o que já havia concluído?
Enfim! Fui dar uma olhada na internet sobre o tema. Preferia escrever sobre Artes do que sobre a disposição legal. Pois então, lá estava escrito que o Dia Nacional das Artes era comemorado oficialmente no dia 12 de agosto, conforme o Decreto-Lei no. 82.385, de 5 de outubro de 1978. E não se esqueça que em 24 de maio desse 1978, a Lei no. 6.533 regulamentou a profissão de Artista e Técnico em Espetáculos de Diversões. Isso abrange muitas áreas, como a Literatur a, a pintura, o cinema, o teatro e mesmo o circo. É sempre bom destacar. 
E já que falamos em regulamentação, é bom registrar o que está disposto a respeito do Artista como um profissional que: "cria, interpreta ou executa obra de caráter cultural de qualquer natureza, para efeito de exibição ou divulgação pública, através de meios de comunicação de massa ou em locais onde se realizam espetáculos de diversão pública".
Aliás, já sabia que em 24 de agosto se comemora o Dia do Artista. Mas enfim, até aqui foi só para registrar.
Mas é que é exatamente essa tal de Arte?
Aí a coisa fica muito mais complicada.
Finalmente, Arte seria a expressão humana voltada para a manifestação do “Belo”? do Sensível? Seria só o objeto de estudo da Estética?
Como posso caracteriza Arte hoje, na nossa atualidade brasileira? Um grafite que anos atrás era uma forma de “destruição”, de vandalismo do espaço, público ou particular, hoje tem defensores seguros que o identificam com tranquilidade como Arte. A Arte muda seus conceitos e apreciações com o tempo? E aí, qual a diferença entre pichação e grafite?
Arte é o que rende bens materiais? Ou aquilo que está voltado apenas para o encanto humano? Aquilo que foi chamado de “indústria cultural”, com a expressão, mesmo dita por muitos como “artística”, porém voltado essencialmente para o lado mercantil pode deixar de ser Arte? Então um Artista de TV pode deixar de ser visto como alguém que cria Arte?
Uma “Arte” despreparada ou esvaziada ou empobrecida em termos de conteúdo pode deixar de ser assim reconhecida? Então o Funk ou o Hip-Hop não seriam Arte? E o Cordel seria Arte? 
Só a Arte dita da burguesia poderia ser Arte? O caso da Ópera sempre seria Arte? E o música Pop não o seria? E a Arte de pobre existe?
Quem define tudo isso? São os “críticos profissionais” ou os “consumidores”, mesmo que sem maior formação sobre técnicas artísticas? O que determina é o gosto de cada um? Dizem que gosto não se discute, gosto se educa.
Então, amigos leitores, distraiam-se. Quem sabe nos surgem umas saídas? Ou entradas?...
Sp Rio Fm

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