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Data da impressão: 30 de setembro/2014

30 de setembro/2014

Ed.9943

Em dois anos CDP de Suzano recebe mais 77 presos, aponta Estado

Diário de Suzano ed.: 9099 - 15 de janeiro de 2012



Entre 2009 e 2011, a unidade de Suzano do Centro de Detenção Provisória (CDP) recebeu a custódia de mais 77 presos. Com isso, a população carcerária no município passou de 1.669 para 1.746. Embora o índice de aumento seja pequeno, 4,6% nesses dois anos, com a quantidade atual de presos o CDP possui 978 detentos a mais que a sua capacidade, que é de 768.
Considerando a quantidade de vagas em comparativo com o número de detentos, atualmente o CDP de Suzano possui 2,3 presos por vaga. Número pouco acima da marca registrada em 2009, quando a unidade possuía 2,2 detentos por vaga. O CDP, aberto em março de 2003, é voltado para presos em regime fechado ou provisório.
Os dados atuais são disponibilizados pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SAP) por meio da página de internet do órgão.
Embora esteja fora do ideal, a situação de superlotação é considerada normal pela subsede suzanense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Isso porque, desde a inauguração da unidade sempre há registros de excesso de presos no CDP, sendo que já houve índices maiores nesses anos.
"Essa é uma situação normal, sempre há superlotação no CPD porque eles não conseguem encaminhar presos para as unidades do interior, que também estão lotadas", comenta o presidente da OAB de Suzano, Laerte Plínio de Menezes. "É um sistema errado há muito tempo e que o Estado nunca chegou perto de solucionar. Talvez nem consiga. Parece que quanto mais vaga abre, mais pessoas são presas".

EXPANSÃO O Estado, por outro lado, acredita que a construção de mais presídios deve desafogar as unidades que hoje estão superlotadas. O Plano de Expansão, criado após o "explosivo" aumento da população prisional nos últimos dez anos, prevê a construção de 49 unidades prisionais, num investimento total de R$ 1,5 bilhão.
Desse total, cinco já foram inauguradas; 15 estão em construção. Além de duas em processo de licitação e dez em trâmites preparatórios para a licitação. Por fim, há 17 áreas em estudo para receber unidades prisionais. O Estado espera abrir 39 mil vagas no sistema prisional paulista.
E, assim, aplicar o princípio da regionalização. O preso fica mais próximo do juiz que o julgará, agilizando o processo; e também dos familiares, o que auxilia na reintegração social.





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