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Data da impressão: 29 de novembro/2014

29 de novembro/2014

Ed.9995

1,6 mil funcionários da Nadir Figueiredo rejeitam participação em lucros

Diário de Suzano ed.: 9616 - 11 de setembro de 2013



Os 1,6 mil funcionários da Nadir Figueiredo rejeitaram ontem a contraproposta do Programa de Participação nos Resultados (PPR) oferecido pela empresa. Em dez rodadas de negociação, a empresa ofereceu a primeira parcela de R$ 480, atingindo 90% da categoria, e a outra baseada em metas. O Sindicato dos Vidreiros do Estado de São Paulo enviará um documento apresentando a decisão da categoria. A Nadir Figueiredo tem 48 horas para se manifestar sobre o assunto. A última greve dos vidreiros foi em 1985.
A negociação na participação nos lucros ou resultados é feita isolada da campanha salarial da categoria, com data-base em 1º de dezembro. “A expectativa é que cheguem num consenso”, afirmou o diretor sindical, José Alves de Almeida. Porém, ele não descarta a possibilidade de paralisação dos 1,6 mil operários divididos em três turnos. A decisão de rejeitar a oferta da empresa foi tomada ontem, durante três assembleias com cada turno, por unanimidade dos trabalhadores. “Nosso departamento jurídico fará um documento e a empresa tem 48 horas para apresentar nova proposta. Informamos os trabalhadores e, dependendo do resultado, iremos paralisar as atividades”, completou.
O sindicato, apesar de confiante no bom andamento das negociações, acredita que se houver greve, a situação ficará tensa.

DECISÃO A proposta inicial do sindicato começou com R$ 3 mil. “Queremos o mesmo patamar para todos os trabalhadores”, sentenciou. A mais recente reivindicação chegou a R$ 2 mil. Segundo estimativa do sindicato, com este patamar de participação, a empresa desembolsaria o equivalente a R$ 3,2 milhões.
“O valor seria pago em 11 dias, duas horas e 40 minutos de trabalho de uma máquina do copo americano”, especificou o diretor da subsede de Ferraz de Vasconcelos, Abel Crispim. A empresa tem 18 máquinas semelhantes deste tipo de copo. A categoria recebe hoje o piso de R$ 976,80. Pela oferta da empresa, cerca de 90% dos funcionários, com salários de R$ 1.648,30, receberia a primeira parcela de R$ 480, equivalente a 28,5% deste teto. “A segunda seria baseada em metas”, acrescentou Almeida.
Segundo ele, a meta foi estabelecida pela direção da Nadir Figueiredo. “As metas são estipuladas por eles e ficaram lá em cima. É um absurdo”, resumiu. Outra controvérsia é apontada pelo líder de Ferraz. “Deste valor ainda teriam descontos das faltas, de atestado médico”, critica. Segundo Crispim, a negociação da participação nos lucros é sempre um momento delicado. “Todo ano é tenso. Ano passado, tivemos 22 rodadas de negociação. Um absurdo”, diz.







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