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Professor é Gente Importante

15 outubro 2016 - 12h00
Professor é Gente Importante

suami-cor_Meu pai teve uma escola técnica, de Contabilidade, no anos 1940/50, o Instituto Santos Dumont, em Porto Alegre. Ele gostava do Magistério, mesmo sendo militar. Contestei muito meu pai. Até sentir muito a sua falta ao perceber que repetia falas suas a meus filhos. Contudo, nunca pensei, na adolescência, em carreira na Educação. Ainda que no Ensino Médio, com colegas do Colégio Fernão Dias, de São Paulo, decidimos fazer vestibular para Filosofia. Tive bons Mestres aí. Queríamos ser filósofos, não professores. Fui até a prova oral, que ainda havia, na USP, 1967, mas alcancei o número 42 das 40 vagas. Era um “excedente” a esperar a chance. Mas ninguém desistiu abrindo minha vaga. Então fiz vestibular para Direito na Católica (PUC), onde alcancei terceiro lugar. Já escrevia meus poemas e se imaginei viver como filósofo, nunca pensei sobreviver como escritor. No Brasil só Jorge Amado vivia do que escrevia. Em Poesia aprendi muito com gente como Mario Quintana, que não era um professor formal, em classe, mas ensinava tanto. Depois, fora do Brasil, iniciei curso de Planejamento Urbano, até que me dei conta de que talvez demorasse muito a voltar para casa. Aí me perguntei: o que amava fazer? A resposta imediata: fazer Literatura. Então, matriculei-me no curso de Letras. E fui seguindo, até que no Mestrado e também no Doutorado, fui convidado pelo Diretor da Faculdade, Prof. Raymond Cantel, para ser Professor Substituto. Fui gostando, achava que aprendia muito lecionando. E fui cursando o que podia para aprender esse tal jeito de lecionar. De fato, lecionar é uma questão técnica, que se pode aprender, mas exige mesmo muita prática. Anos após, no Brasil, fui logo lecionando em cursos universitários. Gostava, até que me interessei em lecionar no Ensino Fundamental e Médio. Meu Deus! Descobri o quanto isso era difícil. Outra faixa etária de alunado. Muito diferente do ensino universitário, era outra especialidade. Tinha de aprender ainda mais. Ingressei em Letras na USP. Prestei concurso para Professor. Ingressei bem. Cursei Pedagogia e Gestão e Psicologia Educacional e mais um concurso, para Diretor. Ingressei bem. Ser professor é ser um Gestor de Tempo e Pessoas. E ser Educador é seguir além de Professor. E não há como parar de estudar. Mas só sabemos se podemos enfrentar essa vida do Magistério depois de praticar. Só ter o diploma de formação é insuficiente, inicial. Nunca mais se pode parar. Ensinar é um aprendizado infinito. Sempre tive orgulho da descobrir o Magistério, ser Professor que visa ser Educador, um exibidor de caminhos aos outros. Meus cumprimentos aos que atuam com orgulho disso.

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