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A Política dos novos Vereadores

28 outubro 2016 - 10h00
A Política dos novos Vereadores

carmineDurante a campanha eleitoral ouvimos o clamor e o grito de guerra, dos candidatos ao cargo de Vereador. Muitos acabaram não sendo eleitos, por alguns passos trôpegos. Dezenove conseguiram o apoio dos eleitores e os votos necessários para fazer parte do Legislativo. Urgente, agora, é o seu grito final em favor de Lacerda ou de Ashiuchi . É necessário que aqueles que fizeram a campanha para o cargo de Vereador, tanto os eleitos, como os não eleitos, respeitem os critérios estipulados pelos diretórios estaduais e municipais. É dever moral de cada candidato, continuar sendo fiel à coligação formada no início da campanha para o primeiro turno, também no segundo turno. Dos dezenove vereadores eleitos, oito já exerceram o mandato na Câmara de Suzano e os outros onze estão entrando pela primeira vez. Difícil dizer qual será o rumo que a Câmara adotará em relação ao Executivo. Com certeza, de um lado estarão os vereadores da “situação” e do outro lado os vereadores da “oposição”. A dialética entre os vereadores e políticos que apoiam o governo e os que fazem oposição, acompanha sempre a vida política da cidade. O conflito não deveria inexistir num regime democrático. Há realmente na política uma dupla polaridade. Seria uma ilusão querer vencer definitivamente a tensão das duas pertenças. O problema é proposto dentro e fora da Câmara e afeta vereadores e cidadãos. Às vezes as resistências cedem, às vezes endurecem. A tensão não toma sempre, nem para todos, dimensões dramáticas. Há, porém, momentos tensos que acontecem durante as sessões na Câmara ou na rua, com os protestos populares. Há momentos em que os membros da “situação” e os da “oposição” tendem a tornar-se mais agressivos e há momentos em que os dois polos se tornam mais tolerantes e aceitam aprovar encaminhamentos e projetos, para evitar conflitos insolúveis. São aspectos que coexistem na política da cidade, do Estado e da Nação. No entanto, não podemos pensar que exista esta dialética de confronto e conflito entre as pessoas, mas sim, entre membros de partidos que põem em prática suas estratégias de luta e de trégua, de confronto e de sossego. Por sua vez, os cristãos, sobretudo os que estão na política parlamentar e governamental, devem testemunhar os valores do Evangelho. Por isso a participação deles na vida política exige respeito pelos adversários. Não se pode entrar diretamente em atitudes de revolta e vingança, mesmo que a filosofia e a ideologia dos partidos estabeleçam posições políticas diferentes e opostas. Os cristãos são enviados a realizar uma missão política conforme a Doutrina Social e Ética da Igreja, para transformar a cidade, libertá-la de suas misérias e construir a verdadeira comunidade humana, fundamentada na justiça, na promoção da vida e na defesa da liberdade e do bem comum. É preciso saber utilizar a política, para colocá-la sempre mais a serviço do povo, fortalecendo não os interesses pessoais, mas a instituição sagrada da democracia.