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Maravilhosa graça!

30 outubro 2016 - 10h00
Maravilhosa graça!

SUELIO sofrimento marca a alma. Quando a dor nos atinge parece que o mundo vai desabar sobre nós. Pode ser a perda de alguém a quem amamos. Alguém que parte para nunca mais voltar. Sofremos por uma ingratidão, por uma doença, por uma injustiça, por vermos nossos sonhos desabarem. Haverá remédio para esses golpes? Há. É a graça de Deus que, derramada sobre o sofrimento, vai cicatrizando as feridas. Cicatriz é o sinal de uma ferida, depois de curada. Deus regenerando aquela área que a dor lesionou. Deus restaurando o nosso coração machucado. Cicatriz é apenas recordação - a recordação de um mal que sofremos. É a suave lembrança de quem partiu de nós levado pela morte, ou pela distância. Se foi a distância, pode ser um aceno, uma lágrima, um lenço agitando-se ao longe. Se foi morte, pode ser o último beijo depositado na fronte do ser amado. Cicatriz é saudade. É ferida que já não faz mais chorar. A marca está lá, mas não nos faz sofrer mais. Quais são os meios que Deus emprega para cicatrizar as lesões da alma? O tempo e a graça. O tempo encarrega-se de balsamizar o sofrimento: hoje dói muito; amanhã, dói menos. Hoje é o fim; amanhã, tudo pode começar de novo. O outro lenitivo de Deus é a Sua graça. Não há ferida que não vire cicatriz sob a ação da graça divina. O apóstolo Paulo tinha um "espinho na carne". Não sabemos se a ferida era no corpo, ou na alma. Ele orou para que o Senhor o livrasse desse sofrimento, e a resposta foi: "A Minha graça te basta". (II Coríntios 12:9) Deus daria forças para que Paulo pudesse conviver com aquela ferida, sem que esta afetasse definitivamente a sua vida. Ai de nós, se não fosse a graça de Deus! Ficaríamos prostrados, quando atingidos pelo sofrimento, sem jamais nos levantarmos. Joni Eareckson gostava muito de nadar. Ela era também uma excelente mergulhadora e chegou a pensar em participar de uma competição olímpica. Quando tinha dezessete anos, Joni e seus amigos foram nadar numa baía. Joni mergulhou naquelas águas desconhecidas, esperando sentir aquele friozinho de que ela tanto gostava. Em vez disso, ela acabou não sentindo nada. Quando a sua cabeça bateu no fundo, sua espinha dorsal quebrou, deixando-a paralítica do pescoço para baixo pelo resto de sua vida. Era o fim! Joni se sentia deprimida e com raiva ao pensar que teria de passar o resto de sua vida numa cadeira de rodas, dependendo da boa vontade dos outros. A maior parte de sua raiva era contra Deus: "Ó Deus, como você pôde fazer isso comigo? O que eu fiz para merecer isso?" Joni chorava e gritava. Sua família chegou a pensar que ela nunca superaria aquela tragédia. O tempo foi passando, e Joni começou a lutar. Embora Deus nunca a tenha curado fisicamente, Ele curou a alma de Joni. E, nos anos seguintes, ela permitiu que o seu espírito se tornasse bonito e livre. E quanto mais Deus agia na vida de Joni, mais progressos ela mostrava na recuperação. Hoje em dia, Joni é cantora, compositora, escritora, artista plástica, palestrante internacional; consegue cuidar de si mesma sem depender dos outros, dirige seu carro, adaptado especialmente para ela, e encontrou o amor de sua vida com quem se casou. Joni aprendeu a se entregar aos cuidados e à graça de Deus. Que tal deixar Deus tratar as suas feridas?!