Um turista americano viajou para a cidade do Cairo, no Egito, com o objetivo de visitar um famoso sábio. Ao chegar em seu destino, ficou surpreso ao ver que o mestre morava num quartinho muito simples e cheio de livros.
As únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa e um banco.
"Onde está o resto de seus móveis?" perguntou o homem. E o sábio, bem depressa, perguntou também: "E onde estão os seus?" "Os meus?" - surpreendeu-se o turista - "Mas estou aqui só de passagem!" "Eu também", concluiu o ancião. Amigo leitor, quanta coisa que não usa mais você guarda no armário? E aquele sapato que machuca os pés, mas insistimos em mantê-lo guardado.
Há ainda aquele terno caro, mas que o paletó não cai bem... Acontece que nosso guarda-roupa não é o único lugar da vida onde guardamos coisas que não nos servem mais.
Experimente esvaziar; fazer uma limpeza. Jogue fora ideias, crenças, maneiras de viver ou experiências que não lhe acrescentam nada e lhe roubam energia.
Passe um pente fino nas amizades; livre-se daqueles amigos cujos interesses não têm mais nada a ver com os seus.
Aproveite e tire de seu "armário" aquelas pessoas negativas, tóxicas, sem entusiasmo, que tentam lhe arrastar para o fundo dos seus próprios poços de tristezas, ressentimentos, mágoas e sofrimento. Não espere o final do ano para fazer essa "faxina interior" e se reciclar. Comece agora e experimente o sentimento gostoso de liberdade. Liberdade de não ter de guardar o que não lhe serve.
Liberdade de experimentar o desapego.
Liberdade de saber que mudou; mudou para melhor e que só usa as coisas que verdadeiramente lhe servem e fazem bem.