Para o povo brasileiro não há outra escolha para construir um Brasil melhor e não existe outro jeito para consertar o país, a não ser acordando e lutando contra a corrupção. Que linda poderia ser essa nação se não houvesse a corrupção.
O povo suzanense não saiu às ruas para protestar, porém, vem superando o muro da indiferença que o separa do contexto político. Após as eleições, está de olho aberto pela causa da transparência administrativa da Câmara, das Secretarias e do Governo do município.
Em muitas cidades do Brasil o povo saiu nas ruas e avenidas para protestar contra a corrupção, desfilando com as cores verde e amarela. Nada de bandeiras vermelhas, foi uma tarde toda verde e amarela. O povo recusa ser quintal de empresários ambiciosos e gananciosos. Basta levantar a vista para ver o império que eles possuem.
Se há moradores de rua nas praças, babando álcool e pedindo comida, é porque a pobreza e o desemprego afetam muitas famílias, devido à má distribuição da riqueza no Brasil.
Há políticos e partidos querendo tirar vantagem de tudo, sobretudo da verba destinada às obras públicas. Hoje correm o risco de cair na Operação Lava-Jato, que apura os fatos que trarão a verdade sobre o desvio do dinheiro público.
A população quer o fim da velha política, corrupta, interesseira e clientelista.
Desta vez o povo merecer ser ouvido e os políticos não podem deixar passar este momento sem entender os anseios da população.
Também em Suzano, o povo pede uma política de lisura e somente mudará a história da cidade se houver a vontade política de manter transparente a máquina administrativa. O que precisa ser feito os políticos sabem, a Câmara sabe, o Executivo sabe. Não basta aumentar o IPTU, porque em contrapartida o povo vai querer ver uma cidade mais urbanizada, recriada e renovada, realizando as necessárias obras públicas. Quer ver uma política que tenha como objetivo oferecer ao povo uma vida mais confortável, proveitosa e saudável.
No Diário de Suzano e na minha coluna semanal de sexta-feira, continuarei a falar da política, contra a politicagem, avaliando se os eleitos aos cargos de Prefeito e Vereadores se mostrarão companheiros do povo no combate à corrupção.
A população não ficará mais gemendo e se houver sinais de descaso público gritará, porque a cidade não pode afundar no túmulo. No entanto, cabe ao novo governo fazer nascer uma nova vida.
Paulo Tokzumi está contando os dias que faltam para terminar o seu mandato.
Após a sua saída olhará e ficará bem distante de seu antigo gabinete, mas olhará mais de perto a cidade e os amigos de outrora. Voltará a viver como um cidadão comum, suzanense ou mogiano, acreditando no companheirismo que sempre privilegiou na sua vida. Dará um basta à política governamental, porém estará com o seu partido, dando o seu voto ao melhor cidadão nas próximas eleições. Posso dizer que o primeiro mandato foi melhor. O segundo se compara ao que vem fazendo a classe política brasileira.