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Matéria polêmica publicada num Jornal de Mogi

03 fevereiro 2017 - 10h00
Matéria polêmica publicada num Jornal de Mogi

Acompanho todos os dias, as principais matérias publicadas nos Jornais de Mogi das Cruzes e de Suzano, sobretudo leio com mais atenção os textos dos colunistas. Há textos que, às vezes, transbordam com conteúdos bons e construtivos, que encantam e fascinam por se debruçar em torno de temas reais, e destemidos como brisa suave, embalam a atenção e o interesse dos leitores. Há textos elaborados de forma impetuosa e teimosa que agitam a opinião pública, gerando um certo mal estar. É importante conhecer os fatos e acontecimentos que dizem respeito à vida dos municípios e da população do Alto Tietê, bem sabendo que a Igreja Católica, comunga de corpo e alma com a vida desta grande Região em ebulição. De fato, os Padres, juntamente com o Bispo Diocesano, Dom Pedro Luiz, cruzam cotidianamente os caminhos que levam às centenas de bairros espalhados em todo o território do subúrbio paulistano. Estão ao lado do povo, como irmãos de luta e de sonho, solidários com os que buscam terra, moradia, dignidade e direito à educação, saúde e segurança. Nada melhor do que contar com o serviço e a participação da Igreja nos Conselhos Municipais, no apoio à Administração Pública, às Santas Casas da Misericórdia, às escolas e às obras de promoção humana. Do povo, a Igreja conhece os anseios, os clamores, as lutas, por isso a sua participação na vida pública e política, em vista do bem comum, não incomoda as Prefeituras, os Governos Estaduais e o Governo Federal, a não ser quando o poder público foge dos princípios éticos e quer calar a voz da Igreja. Numa matéria publicada na semana passada num Jornal de Mogi das Cruzes, um articulista, seu nome já não importa, questiona a presença de Dom Pedro Luiz, Bispo Diocesano, na Mesa Diretora da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes, num evento realizado pelo Legislativo, sem saber que não há cidadão, que como Dom Pedro, eleve a sua voz em benefício da população dos 10 municípios do Alto Tietê. Discordo do articulista, o protesto dele se iguala aos dos velhos inimigos da Igreja. Todos os principais líderes religiosos do Alto Tietê, que já encontrei nos cultos ecumênicos, reconhecem que Dom Pedro Luiz anda por todos os cantos da nossa Região, levando os anseios do povo aos respectivos Prefeitos, ao Governador do Estado e aos Ministros em Brasília. É merecedor de ficar na Mesa da Câmara de Mogi e também nas Câmaras dos outros Municípios do Alto Tietê, assim como quando um religioso é convidado para receber o título de cidadão. O convite feito a Dom Pedro é um reconhecimento do poder público ao trabalho que vem fazendo em benefício não apenas dos fiéis da Catedral, mas de toda a cidade de Mogi das Cruzes, como dos outros municípios. A respeito do articulista, a mãe dele, encontrando Dom Pedro na saída da Catedral, pediu a bênção para ela e para seu filho. Um gesto que levou Dom Pedro a sorrir sem nenhum ressentimento para com o articulista. No entanto, não podemos dizer que a questão da presença e da voz que a Igreja levanta dentro e fora dos templos em defesa dos que não tem voz, já está resolvida. A laicidade do Estado não pode ser confundida com o fundamentalismo do laicismo. O laicismo nega muitos dos princípios que sustentam a vida do ser humano como o direito a nascer. Os crentes que professam a fé serão sempre alvo de críticas, por parte daqueles que não acreditam. Não se trata de acreditar que além da Terra, existe um campo infinitamente azul no alto do céu ou um lugar entre as nuvens brancas onde iremos morar após a morte, mas de colocar Deus no coração. Sem Deus o homem perde o seu encanto divino e a sua semelhança com Ele.

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