Não foi fácil para o ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva sobreviver, após as eleições municipais de 2016, a perda de muitos militantes do PT (Partido dos Trabalhadores) que vestiam a camisa vermelha com uma estrelinha que representava a marca da luta histórica do partido.
O ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, no velório da ex-primeira-dama, Marisa Leticia da Silva, elogiou a sua esposa e acreditando no Partido dos Trabalhadores, elogiou também a cor vermelha da camiseta e da estrelinha, colocadas em cima do caixão, símbolos do compromisso de Marisa com a militância do PT.
A estrelinha que parece afogada e presa nas entranhas do Lava Jato, houve um tempo que sonhou alto, manifestando neste país toda a razão de lutar pela vida, pela justiça e por uma política social em prol dos pobres, para eliminar a miséria e a fome que assolava boa parte do Brasil.
Hoje, exponentes políticos, entre eles o ex-presidente Lula e seus filhos e também estava envolvida a ex-primeira-dama Dona Marisa, estão sendo julgados por ações ilegais que se presume terem cometido.
O naufrágio do Partido dos Trabalhadores não foi tão trágico como o naufrágio da família de Lula que antes de provar a própria inocência, levou Marisa a cair numa profunda amargura, num bico obscuro de angustia e tristeza que a levou à morte.
Marisa foi uma guerreira, combatente e armada de coragem sobretudo no tempo da ditatura e das greves trabalhistas.
Os juízes estão vasculhando minuciosamente fatos de propina que afetam a classe política do Brasil, mostrando como a exploração dos políticos foi sugando os recursos, sobretudo da Petrobrás, que se bem usados poderiam ter evitado o colapso económico do Brasil.
Lula, no velório da sua esposa, passou do limite, fazendo da mensagem de despedida, um comício político, fora do lugar e inoportuno, desviando as atenções e os olhares dos presentes, de Marisa sobre ele mesmo, e usando a tela da TV para pôr a boca no trombone, invadindo o cenário fúnebre com seus gritos. Todos sabemos que o Brasil encontra-se num futuro de incertezas, sobretudo se as reformas trabalhistas e a reforma da Previdência forem prejudiciais para a classe social mais trabalhadora.
O remédio amargo deverá ser engolido não apenas pelo povo, mas também pela classe política e pelas instituições financeiras.
Dona Marisa, como qualquer primeira-dama que assume a parte social, promoveu ações humanitárias, em defesa do projeto “Para um Brasil sem fome”. Hoje, estão desfilando aos nossos olhos, duros fatos que ferem a alma do povo brasileiro. Muita gente perde a calma, a razão, o respeito pela vida, ferida à bala.
Mentira, corrupção, idiotice estão rodando no país. Há muita poeira e sujeira no chão brasileiro. Imagens de luta, de dor e de desastres, de sangue derramado, nas ruas e nas penitenciarias.
Nesta Pátria tão sofrida, cremos que ainda há esperança e há de vir o dia em que a justiça triunfará, fruto da luta insistente do povo, que quer um Brasil mais decente, justo e verdadeiro.