Carlos José de Oliveira Trevisan nos deixou esta semana. Recebi mensagem no final da manhã informando. Sabíamos que estava internado já há algum tempo, mas saber, causou, como havia de causar, um sentimento de perda.
Na singela e necessária homenagem feita em seu velório por amigos, por companheiros, por parceiros, por irmãos foi dito dos três pontos, seu triângulo, em que se destacava. Foi um grande profissional, foi um bom cabeça de família, foi um homem risonho.
Era um amigo pessoal. Gostava de encontra-lo. Estive algumas vezes, que agora parecem poucas, com ele, depois de sua internação para a intervenção cirúrgica que sofreu no segundo semestre do ano passado. Foi bom vê-lo. Ele nos exibia uma recuperação firme, ainda que de modo lento, com certeza. Dava muita esperança.
O Trevisan participou de muitos eventos iniciantes. Ele cursou Direito na primeira turma da Faculdade Braz Cubas. E foi sempre um destaque na área em nossa cidade de Suzano, em todo o Alto Tietê, que alargou, abrangendo Litoral e Capital. Trabalhou como Tabelião de Cartório, foi Secretário Municipal, foi Corretor de Imóveis, sempre com sucesso em todos os caminhos que percorreu.
Mas não apenas isso, foi um homem que muito lutou por uma sociedade que formasse homens livres e de bons costumes e que pudessem assumir suas responsabilidades pessoais e sociais. Participou de muitas instituições, algumas ajudando mesmo no início e a erguer. Atuou diretamente na filantropia como nos anos iniciais do Lions Clube de Suzano, onde teve por anos um belo destaque. Deu o seu exemplo, não apenas contribuindo com a solidariedade, ele propunha além, se oferecia a ir mais longe. Sempre buscava convencer a que mais gente viesse a contribuir com os mais necessitados. Trazia ideias novas que, de algum modo, propiciassem resultados positivos para mais gente.
Deixa sua família com forte emoção de saudade. Sua mulher acompanhou-o sempre, a Leila foi, na sua discrição, uma parceira batalhadora. Era uma família unida. Seu casal de filhos, os encantadores Junior, com a Nara e os netos, e Carla, tinham-no como exemplo, isso era transparente em cada passagem para quem os conhecia. Essa família sempre buscava andar junto. Não seria mesmo em razão do modelo que propôs aos seus?
O amigo Trevisan era um homem alegre. Era agradável trocar ideias com ele. Um piadista, com anedotas irônicas. Não era de gargalhada, mas de sorrisos provocativos. E aquele seu prazer especial de amor aos carros! Cheguei a dar voltas com ele, claro, no seu Ford Bigode, original. É, ele nos deixa uma imagem agradável, positiva. Vai permanecer na gente.