No dia 8 de março é costume celebrar o Dia Internacional da Mulher.
A celebração consiste na homenagem que os filhos, esposos, namorados e noivos tributam as mulheres, àquelas, cujo amor transborda de ternura e bondade, carinho e gratidão.
Muitas delas são verdadeiras estrelas, com luz própria que sai do seu espírito nobre e grávido de luz. Outras são deusas que aparentam encanto e beleza por fora, porém, por dentro, são silhuetas escuras, mascaradas e marcadas pela vaidade, pelo orgulho e pela ambição.
No universo humano, as mulheres juntam passos para caminhar, braços para trabalhar e abraços para amar os homens, construindo laços às vezes lindos e sinceros e às vezes falsos e espinhosos.
A emancipação das mulheres tirou delas o opróbrio da submissão ao homem, da discriminação por serem mulheres e consideradas no passado incapazes de exercer certas profissões ou as mesmas tarefas do homem.
A emancipação tirou o véu sagrado que as mulheres usavam quando estavam na Igreja, como se elas fossem capazes apenas de rezar.
Nelas há sinais e sentimentos secretos que manifestam às vezes com genialidade e criatividade, às vezes, com ódio e vingança.
A ausência da mulher faz falta a quem passou a vida inteira com ela e de repente a perde, por causa do divórcio ou do falecimento. Mais difícil é a situação do homem quando é a mulher a chegar primeiro ao céu.
O homem sente salpicar dentro de si respingos de sentimentos que somente a mulher sabe suscitar de maneira doce e suave ou dura e tempestuosa.
A mulher que queremos homenagear é aquela que fica ao nosso lado, que se doa, não por interesse, mas pelo esforço cotidiano de se doar, deixando a cada dia no coração do homem, da família e dos filhos uma lembrança bela, bonita e feliz.
Enquanto vivemos, nós homens devemos saber conviver com as mulheres e também as mulheres devem saber conviver com os homens.
Na hora do confronto que é inevitável entre o gênio masculino e gênio feminino, entre a onda do machismo e a onda do feminismo, é necessário plantar na entrada do nosso coração sentimentos de paciência, de tolerância, de silêncio e de diálogo.
De maneira particular quero homenagear a minha mãe Maria, que já está no céu, cantando com os anjos as melodias celestes.
Guardo-a na memória, no coração e num livro a ela dedicado, com reflexões aquecidas pela medida transbordante de amor do filho para com sua mãe.
Ela não era suzanense, mas gerou um filho que há 30 anos, iniciou uma nova vida em Suzano e encontrou uma nova Pátria no Brasil.
Quero homenagear todas as mulheres suzanenses.
Que do coração delas, singelo e especial, surjam sempre esperanças belas e felizes a serem plantadas no imenso jardim desse nosso mundo.