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Iniciativas locais para enfrentar as mudanças climáticas

13 abril 2017 - 12h00
Iniciativas locais para enfrentar as mudanças climáticas

Em dezembro do ano passado, 11 cidades foram premiadas pela coalizão C-40 pelos seus esforços na luta conta as mudanças climáticas. A C-40 é uma coalização de 90 cidades do mundo preocupadas em combater o aquecimento global. A ideia da premiação é dar visibilidade às experiências, tornando-as vitrines inspiradoras. Eis as cidades premiadas e uma breve nota sobre suas iniciativas: Adis Abeba, capital da Etiópia, foi reconhecida pelo uso de veículos leves sobre trilhos (VLT), que reduz e emissão de gases de efeito estufa decorrentes da queima de combustível fóssil, e também melhora o sistema de transporte público. Copenhague, capital da Dinamarca, foi reconhecida porque está implementando um plano de gestão lidar com o aumento do nível do mar e a ocorrência de chuvas torrenciais, por meio da criação de um sistema integrado com "ruas verdes" e de pequenos parques, para reter e absorver as água pluvial. Curitiba, única cidade brasileira, foi reconhecida pelos projetos de agricultura urbana, que serve tanto capturar CO2 quanto reduzir as emissões associadas ao transporte dos alimentos. Além disso, a agricultura urbana possibilita a redução das "ilhas de calor". Calcutá, situada na Índia, melhorou a gestão de resíduos sólidos, e conseguiu triar entre 60% e 80% dos resíduos sólidos (dependendo do bairro). O projeto prevê a eliminação dos lixões a céu aberto e a queima do lixo. Sydney e Melbourne, na Austrália, buscam incentivar planos de eficiência energética na construção civil. No Brasil, iniciativa como esta acaba virando enclave para separar ricos em seus prédios pseudoeficientes em termos ambientais da outra parte da cidade. Paris, França. Amplo Plano para adaptação às mudanças climáticas por meio da redução das "ilhas de calor", prevenção e planos de emergência para inundações, redução da poluição atmosférica e uso eficiente da água. Portland, EUA, tem um plano de ação climática que estabelece um conjunto de ações a serem implementadas até 2020 com o propósito de reduzir as emissões de GEE em 40% antes de 2030 e em 80% até 2050. Há no plano formas de incentivo ao uso de transporte público e de modais com menor impacto de emissões de GEE, como bicicleta e automóveis elétricos. Seul, a capital sul-coreana, está preocupada em garantir oferta de energia para atender a necessidade das pessoas por meio de uma ação que envolve financiamento público-privado. Em 2015, esse plano financiou a adaptação energética de quase 1,3 mil residências por toda a cidade. Em Shenzhen, na China, o governo local, à luz de experiências americanas dos anos 60, transformou as emissões de gás de efeito estufa em mercado. Foi implementado um sistema de comércio de emissões que reúne mais de 635 empresas. Yokohama, Japão, fez o projeto smart city com o objetivo de gerenciar o uso de energia de maneira efetiva. O plano estabelece o objetivo de reduzir as emissões de GEE no município em 80% até 2050. A partir das cidades premiadas, muito se pode refletir e aprender para quem sabe um dia possamos, com nossos recursos disponíveis, também combater as mudanças climáticas.