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Escola: vetor de inovação

03 maio 2017 - 12h00
Escola: vetor de inovação

O avanço das tecnologias da informação e da comunicação veio para ficar. A desenvoltura com que as novas gerações se servem dos equipamentos eletrônicos é notável. Descobrem de imediato aplicativos. Comunicam-se com rapidez e instantaneamente fazem circular as informações de seu interesse. Há experiências interessantes em curso. Uma delas é o "aluno tutor". Um jovem afeiçoado à tecnologia pode ser multiplicador da facilitação de seu uso não só para colegas, mas também para professores e outros profissionais da educação. Essa contaminação para o bem é mais importante até do que a automação. As salas de aula ainda não mudaram. Continuam fisicamente como há séculos. Fileiras de carteiras, dificuldade de interação. Aulas prelecionais e técnicas pedagógicas distanciadas do interesse do alunado. O bom uso de tudo aquilo que a tecnologia obteve nos últimos anos permitirá verdadeira revolução na escola. A tecnologia da comunicação e da informação permite melhor comunicação, eficiente armazenamento de dados, implementação de uma estratégia de colaboração que fará de corpos autônomos uma equipe coesa e direcionada à obtenção do melhor resultado, além de um gerenciamento eficaz. Tudo se torna mais fácil quando o aluno é chamado a colaborar com a escola, propondo, sugerindo, assumindo responsabilidades e atuando como protagonista, não como objeto-destinatário de um projeto educacional a cuja elaboração não foi admitido a participar. Tudo indica estarmos numa encruzilhada importante e desafiadora. Adota-se uma nova Base Nacional Comum, rumo à adoção de currículos adaptados à realidade local. O ensino médio merecerá as reformas tão esperadas e necessárias. Se há um consenso na educação brasileira é a de que depois da fase fundamental, quando o aluno já adquiriu discernimento e capacidade de escolha, ele se desencanta com o anacronismo da escola. Todos são chamados a contribuir para que a escola seja um vetor de inovação e abrigue todas as vocações, vontades e talentos. É disso que o Brasil está a necessitar e com nítida urgência.