quarta-feira 30 de setembro de 2026 Logo Rede DS Comunicação

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 34,90 por mês, no plano anual.

Ler Jornal Assine
Jornal Diário de Suzano
Envie seu vídeo (11) 4745-6900
Caderno D

Gabriel Leone interpreta Miguel em ‘Velho Chico’

01 maio 2016 - 08h00 Por Gabriely Machado
Gabriel Leone interpreta Miguel em ‘Velho Chico’

Bastam poucos minutos de conversa para perceber que Gabriel Leone sabe que tem nas mãos um personagem que pode alavancar sua carreira na TV. O ator, que interpreta o engajado Miguel de “Velho Chico”, já chamou bastante atenção quando encarnou o vilão Antônio na temporada de 2013 de “Malhação” e, no ano passado, como o apaixonado Gui de “Verdades Secretas”. Mas agora, em seu terceiro papel na televisão, tem a chance de tocar em temas que têm tudo para ganhar destaque na trama de Benedito Ruy Barbosa. Um dos debates promovidos pela novela é a exploração desenfreada da terra. E Miguel é um agrônomo disposto a bater de frente inclusive com o avô, Afrânio (Antonio Fagundes), para defender as causas ecológicas. Além disso, ele é fruto do romance proibido de Tereza (Camila Pitanga) e Santo (Domingos Montagner), algo que ele mesmo desconhece - Miguel acredita ser filho de Carlos Eduardo (Marcelo Serrado). É possível também que aconteça uma aproximação inusitada entre o personagem e Olívia (Giullia Buscacio), a irmã que ele não sabe que existe, filha de Santo e Luzia (Lucy Alves). Em “Velho Chico”, o Miguel não sabe que é filho biológico de Santo. Quando essa verdade deve ser revelada? Gabriel Leone - Eu ainda não sei o que está passando na cabeça dos autores sobre isso. Pode ser que demore bastante ou que aconteça mais rápido do que se imagina. A questão de ser o filho do casal é importante para a trama, sem dúvida, mas não acho que seja a maior função do Miguel nessa reta inicial. Essa função a que você se refere está ligada à questão ecológica? Gabriel - Então, ele chega nessa realidade ecológica desequilibrada. E veio de fora, estudou e traz possibilidades de resgate para essa relação conturbada das pessoas com a natureza. Com práticas novas, ideias e filosofias diferentes das que, por exemplo, o próprio avô costuma aplicar. A tendência é que os embates entre ele e Afrânio sejam cada vez mais constantes? Gabriel - O Afrânio é um cara que está acostumado a explorar a terra. Vem de uma linhagem de coronéis, homens com outros pensamentos. É mais difícil, naturalmente, para essas pessoas entenderem certas questões. Sendo assim, acho bem provável que eles se enfrentem. E a principal aliada dele deve ser a mãe, Tereza. Você já tinha algum contato com a Camila Pitanga antes desse trabalho? Gabriel - Não. Mas nossa relação está bem especial. Recebemos desde o início as informações sobre essa ligação entre mãe e filho e esse é um dos pontos fortes dos personagens. Então, ao longo do trabalho, descobrimos esse laço juntos. Desenvolvemos uma amizade e um companheirismo grande fora do estúdio. “Velho Chico” é ambientada na Bahia. Como você trabalhou a questão do sotaque do Miguel, já que ele passou bastante tempo estudando na França? Gabriel - Fizemos um trabalho para unificar a prosódia de todo mundo. O elenco envolve atores de diversos estados, então foi bem importante essa preocupação. O Miguel foi para a Europa, ficou um bom tempo lá, mas já era "burro velho".

Leia Também