O músico Ricardo Oliveira de Deus, o Ricardo de Deus, laçará seu segundo disco em 1º de outubro. O artista suzanense regressa à região para a divulgação do álbum "Vem de Lá". Há 17 anos Ricardo vive no Cabo Verde, dedicando-se a música instrumental. No auge de seus 38 anos, o músico relembra o início da carreira, ainda em Suzano. "Comecei tocando teclado aos 14 anos, com amigos e vizinhos. Mais tarde estudei piano e entrei na Fundação das Artes de São Caetano do Sul. Há 17 anos fui pela primeira vez ao Cabo Verde, na África, para participar de um festival". Desde que viajou para o Cabo Verde, passou a ter uma relação especial com o arquipélago. "Conheci minha mulher e passei a viver lá. Comecei a dar aulas de música, tocar com músicos locais, me envolver com outros projetos viajando à Europa. Já estive em Portugal, Espanha, e outros lugares da Europa". Para Ricardo, a música é uma questão pedagógica. "Quero causar a reflexão, talvez até a introspecção de quem escuta. Quero tocar o íntimo da pessoa, essa é a mensagem. A música é uma opção de vida para mim. Trata-se de uma evolução humana, intelectual e espiritual. Agrega-me muitos valores, essa conexão com a arte chega a ser algo sublime e divino. Minha dedicação é em estudar, compor e aperfeiçoar". Em seu segundo CD, Ricardo de Deus busca a fusão de gêneros. "Faço música instrumental de fusão, misturo música brasileira com afro, jazz e música clássica. É uma mistura de gêneros com passos para a improvisação. Nesse segundo álbum, intitulado Vem de Lá, trago 13 faixas e canto em três canções. Esse projeto foi recentemente lançado no Cabo Verde, e agora trago a São Paulo". evento O lançamento do "Vem de Lá" será no Centro Cultural de Mogi das Cruzes, às 19h30. "Buscamos divulgação para o projeto em outras cidades e Sesc’s de São Paulo. O lançamento em Mogi será um show, trio de piano, bateria e baixo. Estarei liderando o piano e outros músicos participarão do concerto comigo". O músico ficará no país apenas alguns meses para a divulgação, e comenta sobre o espaço da música no Brasil. "Aqui a música instrumental é um meio restrito. Somos vistos nos espaços culturais, mas a grande mídia não é aberta a esse ramo de música. É pouco comercial".