Três produções cinematográficas estreiam hoje no Centerplex de Suzano. São a comédia nacional “Minha Mãe é Uma Peça 2”; o filme de terror “Invasão Zumbi”, e o drama de Clint Eastwood, “Sully - O Herói do Rio Hudson”. A produção nacional é protagonizada por Paulo Gustavo e continua a contar a história de Dona Hermínia. O ator Paulo Gustavo tem a maior cara de pau. "Por quê?", ele pergunta. Numa cena de Minha Mãe É Uma Peça 2, Dona Hermínia pega o avião, senta-se ao lado de um bonitão e lhe diz... Olha o spoiler. O bonitão é o marido de Paulo Gustavo, Thales Bretas. "Estou casadíssimo, papel passado e tudo", ele diz. Não foi fácil convencer o companheiro, um dermato conhecido e respeitado na profissão. Mas é impossível ser cara metade de Paulo Gustavo sem aceitar esses desafios numa boa. O distribuidor Bruno Wainer, da Downtown diz que a ideia é manter o circuito do filme até meados de janeiro, quando entram os lançamentos do Oscar. Wainer está mais tranquilo que Paulo - "É uma grande aposta, mas partimos do princípio de que Paulo Gustavo é o que o público quer ver". Paulo Gustavo pode ser um grande sucesso, mas é também um operário. "Gosto do trabalho artesanal, de fazer bem feito, elaborado, e para isso é preciso tempo. Participo de todas as etapas. Invento o tema, participo do roteiro, faço tudo". A família está, de novo, no centro de Minha Mãe 2. "Todo mundo tem (família). É o tipo da coisa que a gente esculhamba, mas não vive sem." Paulo Gustavo reflete sobre a peculiaridade de sua trajetória. "Fiquei famoso e ninguém nem sabia quem eu era, porque era a Dona Hermínia. Minha mãe ficou conhecida antes que eu", brinca. Assim como no primeiro filme, o novo longa gira em torno das angústias da maternidade, por assim dizer. Hermínia volta, agora rica, e como apresentadora de TV e avó. E mesmo tendo que comandar um programa, cuidar do neto, receber a irmã de Nova York (Patricya Travassos), ela só se preocupa, mesmo, com o que Juliano (Rodrigo Pandolfo) e Marcelina (Mariana Xavier) estão (ou não) fazendo. A classificação do filme é de 12 anos. A direção é de César Rodrigues. Outros filmes Já em Sully, do renomado diretor Clint Eastwood, o filme acompanha com detalhes não apenas a queda, mas também a sobrevivência de todos os presentes no avião, um total de 155 pessoas, entre civis e tripulantes de um acidente aéreo. Em 15 de janeiro de 2009, logo após decolar do aeroporto de LaGuardia, em Nova York, uma revoada de pássaros atinge as turbinas do avião pilotado por Chesley "Sully" Sullenberger, que será interpretado por Tom Hanks. Com o avião seriamente danificado, Sully não vê outra alternativa senão fazer um pouso forçado em pleno rio Hudson. A iniciativa é bem sucedida, com todos sendo salvos. Tal situação logo transforma Sully em um grande herói nacional, o que não o isenta de enfrentar um rigoroso julgamento interno coordenado pela agência de regulação aérea nos Estados Unidos. Eastwood se interessou pelo roteiro aí, quando o avião já estava em segurança, boiando nas águas escuras do Hudson, e Sully passou a ser investigado pela National Transportation Safety Board. Sully, vivido por um Tom Hanks de cabeleira embranquecida, se vê diante da dúvida de que talvez tenha colocado todos a bordo em perigo ao forçar o pouso no rio, quando alguns especialistas apontam que ele poderia ter manobrado a aeronave de volta ao La Guardia. Isso passou a atormentar o piloto. "Pensamos em inserir os sonhos, ou pesadelos nos quais o pouso de emergência não dava certo, para que ficasse claro que tipo de coisa passava pela cabeça de Sully após essa experiência", contou o diretor. Clint Eastwood, aliás, foi ao encontro do verdadeiro Sully para conversarem sobre levar a história dele às telonas. “Sully - O Herói do Rio Hudson” teve a data de estreia no Brasil, anteriormente prevista para 1º de dezembro, porém foi adiada em respeito à queda do avião que levava o time de futebol Chapecoense, nas proximidades de Medellín, na Colômbia, no dia 29 de agosto. E em “Invasão Zumbi”, dentro de um trem de alta velocidade com destino à cidade de Busan, um vírus que transforma as pessoas em zumbis, se espalha. A cidade conseguiu com sucesso se defender da epidemia, mas agora deve lutar pela própria sobrevivência.