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Caderno D

Festival de Verão começa na quinta com mostra e exposições

15 janeiro 2017 - 07h00 Por Gabriely Machado
Festival de Verão começa na quinta com mostra e exposições

Na próxima quinta-feira terá início a programação oficial do 4º Festival de Verão de Mogi das Cruzes. Contudo, neste final de semana, os mogianos já poderão conferir atrações que fazem parte da agenda da edição 2017 do evento. São exposições e mostras fotográficas, que serão abertas no Centro Cultural de Mogi das Cruzes e também no Terminal Central. Toda a programação é gratuita. A primeira atração foi aberta ontem. É a mostra Nando – 3D Wow!, que ocupa a Galeria de Artes Wanda Coelho Barbieri, no piso térreo do Centro Cultural. São, ao todo, 18 obras assinadas pelo grafiteiro e tatuador Junior Fernando da Cunha, entre esculturas, telas e paineis, sendo algumas em três dimensões, o que gera um resultado realista e um design diferenciado. Já amanhã, o público passará a ter contato e acesso a um trabalho que nasceu dentro da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). É a mostra Eu Grito, uma coletânea de fotografias produzidas por alunos dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda, que será montada no prédio de serviços do Terminal Central de Mogi das Cruzes. A inspiração, como conta o educador e idealizador do trabalho, Claudinei Nakazone, é o quadro O Grito, de Edvard Munch. E o resultado foi uma grande produção de fotografias autorais, em que cada aluno pôde, de sua forma, mostrar seu grito. “Vivemos um período tenso, de tanta mobilização popular, e também tivemos o trágico acidente na Mogi-Bertioga, em que perdemos vários colegas. Questionei aos alunos onde eles gritariam e aí surgiu a ideia do trabalho. Cada um, com seu próprio celular, ou pedindo a ajuda de um amigo ou parente, produziu uma fotografia com o tema”. Uma primeira mostra dessas fotografias, que são mais de 100 de total, já foi realizada com êxito e muita repercussão dentro da UMC. A oportunidade de expor no Terminal Central, contudo, é motivo de grande expectativa, pois proporciona uma ampla visibilidade. “A arte é feita assim. Ela vai para a rua para dar continuidade à sua função, de sensibilizar as pessoas. Todos que passarem pelo terminal poderão ver”, destaca o educador, que já participou de outras ações em parceria com a Secretaria de Cultura, como o Salão de Artes, do qual compôs a comissão responsável pela avaliação das obras.

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