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Caderno D

Espaço N de Arte comemora dois anos de fundação com sarau

03 março 2017 - 07h59 Por suporte
Espaço N de Arte comemora dois anos de fundação com sarau
O Espaço N de Arte e Cultura, do Teatro da Neura, completa, neste mês, dois anos de fundação e para comemorar a data, a companhia teatral promove, amanhã, o Sarau de Aniversário do Espaço N. A ação vai acontecer às 19 horas na sede do grupo localizada na Rua José Garcia de Souza, 692, Jardim Imperador, em Suzano. A entrada é gratuita, porém, a consumação é a parte. Com uma programação extensa, o evento, que será aberto pelo trio Alumiê, conta com participação das drag queens Kinberly Fly, madrinha do evento LGBThyThy’s, e Lunnah D’Avillah, que dá vida ao show “Lunnah Adam’s Drag”, inspirado nas divas internacionais Whitney Houston, Aretha Franklin, Yolanda Adams, entre outras. Terá ainda apresentação das cenas “Lady Macbeth”, interpretada por Vinícius Teixeira, e “A Gravidez de Lady Macbeth”, encenada por Anna Flávia Macedo. Ambas têm direção de Liza Caetano. O sarau também tem exposição de fotografias de Fabrício Augusto. As imagens, que estarão expostas em um varal, poderão ser adquiridas no esquema “Quanto Vale a Arte?”, onde o público decide o valor que deve pagar. Além disso, o evento conta com a presença do Sarau na Galeria, evento realizado, em Suzano, no segundo sábado de cada mês; do Teatro Delivery, com a cena “Saudades”; da atriz Michele Rufi, dando vida ao solo “Campo de Batalha”; do ator Pierre Batista, com a cena “Recorte de Afetos”, entre outros. E, como de costume, o Teatro da Neura encerra o evento com um ato, que recebe o nome de “O Anjo que se Livrou do Amor das Irmãs ou Outras Boas Sortes”, escrito e dirigido pelo fundador do grupo, Antônio Nicodemo. “O ato aborda a condição de artista e de ser trabalhador da arte. Um misto de ser um grupo de repertório e gerir o próprio espaço cultural. Além disso, trata de como nós, artistas, precisamos ter coragem para nos manter, não desistir, ter força no caminho e ter completa noção de que nem todos continuam conosco, ao mesmo tempo em que novas bocas e olhares chegam”, comenta. Ainda segundo Nicodemo, a cena, com toda poesia, metáfora e simbologia, trata da importância de deixar a casa aberta e organizada, além de dividir as conquistas. “Permitir que novas pessoas se aproximem, tomem conta, despertem interesse e ocupem lugares. Nós somos em 18 hoje. No ano passado, éramos em 16. O Espaço N é uma potência muito grande que possibilita que novas pessoas se identifiquem com as ideias do Neura e queiram estar por perto. Já entraram duas pessoas novas que, de alguma forma, se apoderaram disso”, acredita. Balanço De acordo com dados estimados pelo Teatro da Neura, no ano passado, o Espaço N foi palco de mais de 80 atrações e um número acima de 1.500 pessoas circulou na sede do grupo. Além disso, o centro cultural recebeu mais de uma atividade por fim de semana. Para Fernandes Junior, diretor-geral da companhia teatral, o Espaço N possibilita a produção de peças do grupo, a troca de experiências entre artistas de diversos segmentos e uma programação diversa, que contempla a música, o cinema, a fotografia, o teatro, entre outros. “Além de ser um local para a nossa produção teatral, o Espaço N é palco das nossas oficinas - já formamos duas turmas - e da troca entre artistas, que percebem que há um local onde podem se apresentar”, diz. Ele acrescenta ainda que a programação diversa torna o Espaço N representativo para o Alto Tietê, principalmente para Suzano, cidade onde está localizado. “Já promovemos eventos ligados à conquista de direitos, reuniões, saraus, debates e shows. Hoje, as pessoas sabem que ao entrarem ali, terão a oportunidade de passar por uma experiência viva da arte. Conviver com produções artísticas diversas é também uma forma de resistir e atrair pessoas que gostam dessa experiência”, finaliza.

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