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Acervo de São Paulo foi o ponto de partida para o figurino de novela

22 JAN 2016 - 07h00

Por mais que quase sempre contem uma história de ficção, novelas de época resgatam um ambiente cultural interessante do período em que são baseadas. E, nesse cenário, o figurino é parte fundamental. Em "Êta Mundo Bom!", o final dos anos 1940 é muito bem explorado e retratado de maneira fidedigna pela equipe de caracterização. Tudo está em roupas, cabelos, acessórios... Ao todo, cerca de 40 profissionais trabalham para que nada saia do planejado.

Só pra começar, foram feitas mais de 400 peças femininas e 200 ternos masculinos para o elenco da trama de Walcyr Carrasco. Assim, cerca de três mil metros de tecido foram gastos até agora Na parte de acessórios, a equipe contabiliza 150 chapéus e 500 peças como bijuterias, ornamentos e apliques de cabelo.

O trabalho de pesquisa para a construção dos guarda-roupas dos personagens é grande. "O figurino de época tem um estudo mais profundo de hábitos e costumes, além de sua própria simbologia. A gente ainda se apropria de muitas histórias que estão contidas na sinopse para criar as peças", explica a figurinista da novela, Beth Filipecki, que trabalha em parceria com Renaldo Machado.

O ponto de partida para a criação das roupas foi um acervo fotográfico do Estado de São Paulo, com imagens da capital e de outras cidades interioranas. Foi levada em consideração a divisão "cidade grande" e "fazenda", já que o figurino é completamente diferente entre esses dois cenários.

"Dentro da cidade a vestimenta é mais engomada, com panos mais 'finos' e o uso de cores fortes. Na fazenda temos algo que acompanha a natureza. Aparecem tons pastéis, cores mais sóbrias, tecidos de algodão, bordados... Essas diferenças me agradam muito e os atores têm elogiado bastante. Eu quero que o espectador adore também e receba esse carinho", diz a profissional.

Inspiração no cinema

Beth comenta que os espectadores devem ficar atentos principalmente aos visuais da mocinha da roça, Filomena, vivida por Débora Nascimento; da vilã Diana, de Priscila Fantin; e da viúva Sandra, de Flávia Alessandra.

"A personagem da Débora é nascida no interior, mas se muda para a cidade e leva o clima interiorano em suas roupas. As flores do campo estão nas estampas dos vestidos, nos bordados e até no cabelo dela. A Diana tem uma elegância urbana muito aparente. As roupas vêm nas cores fúcsia, vermelha... tudo muito sofisticado. Já as peças da Sandra são inspiradas nas divas do cineasta Alfred Hitchcock. Têm sempre leveza e movimento. O figurino é um contador de histórias", lembra Beth.

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