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Jornal Diário de Suzano - 30/09/2020
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Alvo de investigação, intervenção no Teatro de São Paulo é prorrogada

26 MAI 2016 - 08h00

A intervenção na Fundação Teatro Municipal de São Paulo, investigada após denúncias de desvio de verbas feitas no fim do ano passado, será prorrogada por mais três meses. A decisão foi revelada pelo interventor e diretor-geral da fundação, Paulo Dallari, em entrevista exclusiva, a primeira desde que assumiu o teatro, em dezembro. Segundo ele, até agora foram levantadas informações sobre o funcionamento da instituição, que é gerida por uma organização social, o Instituto Brasileiro de Gestão Cultural (IBGC); e, daqui em diante, será estabelecida nova proposta de funcionamento da fundação, seja na parte administrativa, seja no que diz respeito à direção artística.

"Os primeiros três meses tinham o objetivo de abrir, permitir que a Controladoria do Município e o Ministério Público acessassem o interior da organização social, que era como uma caixa-preta. Passamos esse tempo olhando para trás, delimitando o problema, o que era corrupção, o que era bagunça administrativa. E os próximos 90 dias serão para fechar esse mapa e estabelecer ações, colocar uma nova direção na OS que possa conduzir, terminar o contrato", afirma Dallari. Segundo ele, o Municipal herdou em 2016 uma dívida de R$ 20 milhões. "É um número que ainda depende da conclusão da auditoria. Mas, como gestor, digo que R$ 10 milhões eu explico, quer dizer, há erros comuns de gestão, erros formais, mas o serviço foi prestado, o fornecedor existe. O resto precisa ser revisto", analisa.

Os primeiros diagnósticos da intervenção, iniciada em fevereiro, apontam, segundo Dallari, para três aspectos. O primeiro diz respeito ao modelo da fundação: ao contrário do que acontece no governo do Estado, em que uma organização social fecha um contrato direto com a secretaria, no caso do Municipal há uma terceira parte, que é a fundação. "O segundo equívoco é que o contrato de gestão inicial era muito simples, tanto de dinheiro em troca de tantas óperas. O Municipal é mais complexo do que isso", garante. "O terceiro ponto de diagnóstico está nas investigações e é preciso esperar que elas sejam concluídas."

Isonomia e transparência

De acordo com Dallari, o foco atual gira em torno da busca por uma nova metodologia de trabalho, de modo a garantir que a OS atenda aos critérios de "isonomia e transparência". Além disso, está sendo feito um levantamento a respeito dos custos de um teatro como o Municipal. "A bagunça administrativa vem do fato de que ninguém sabe quanto custa o teatro. O teatro não é barato Mas é preciso dimensionar esse custo. O olhar para o futuro, nesse momento, passa por isso, entender quanto custa, qual o mínimo necessário, o quanto é viável que o próprio teatro arrecade sozinho, por exemplo."

Nesse sentido, Dallari cita ainda um rearranjo interno, que dê conta da diversidade da fundação: além do teatro, ela mantém a Praça das Artes e duas escolas, uma de música e uma de bailado. "Foi preciso entender o modelo de fundação proposto pelo ex-secretário Carlos Augusto Calil. É um modelo do qual eu gosto, mas que precisa ser estudado para ficar claro o que pago como fundação, o que o IBGC paga, o que a fundação decide, etc. Hoje, as duas escolas estão na fundação e só. A programação do teatro, a manutenção do teatro, a Praça das Artes, tudo está no IBGC. Nós repensamos isso e a ideia é que a fundação fique também com a Praça das Artes e a OS permaneça com o teatro."

O rearranjo também é artístico. Até agora, as decisões eram todas concentradas na figura do diretor artístico da OS, o maestro John Neschling, enquanto o cargo de diretor artístico da fundação permanecia vago.

Nos últimos meses, no entanto, foi nomeada Daniela Avelar para ocupar o posto.

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