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Jornal Diário de Suzano - 23/09/2020
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Ator Umberto Magnani morre aos 75 anos no Rio

28 ABR 2016 - 08h00

O ator Umberto Magnani morreu ontem, aos 75 anos, após ter sofrido um AVC - Acidente Vascular Cerebral. Ele estava internado no Hospital Vitória, na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade, desde segunda-feira, dia de seu aniversário e quando se preparava para gravação de cenas da novela 'Velho Chico', da Globo, na qual interpretava padre Romão

O padre Romão que vinha orando por nós pela voz de Magnani representava o retorno do ator à Rede Globo, após dez anos longe da emissora. Em 2006, fez Páginas da Vida (era seu sétimo personagem criado por Manoel Carlos, autor de maior incidência em sua biografia) e foi para o SBT, fazer a novela Amigas e Rivais. Já havia passado pela TV de Silvio Santos em duas ocasiões anteriores: no remake de Éramos Seis (1994), primeira novela da melhor safra de folhetins realizada pelo SBT, quando viveu Alonso, e Razão de Viver, não o folhetim homônimo, de 1996, mas um anterior, de 1983. De Amigas e Rivais, foi para a Record. Fez Chamas da Vida, Ribeirão do Tempo, Máscaras, Balacobaco, Milagres de Jesus e a boa série Conselho Tutelar.

De Benedito Ruy Barbosa, já tinha feito Cabocla, em 2004. Na apresentação do elenco e do processo de preparação para a novela Velho Chico, no galpão comandado pelo diretor Luiz Fernando Carvalho nos Estúdios Globo, no Rio, Magnani foi chamado a falar algo sobre a história e resumiu seu desejo na seguinte frase. "Se as pessoas discutirem em casa 10% do que vão ver e ouvir na novela, já será uma vitória para o nosso País". Os colegas, praticamente todo o elenco de todas as fases da novela, o aplaudiram efusivamente. A ocasião foi marcada por muita comoção dos atores, todos muito afinados com o enredo, com evidente envolvimento de Magnani na história que ainda seria contada na faixa das 21 horas da Globo.

Mas foi Manoel Carlos quem mais criou personas para o ator. Foi Ataxerxes em Felicidade (1991), Mauro Moretti em História de Amor (1996), Antenor Andrade em Por Amor (1997), Eládio em Laços de Família (2000, atualmente no ar pelo canal Viva), Eugênio em Presença de Anita (2001), Argemiro Batista em Mulheres Apaixonadas (2003) e Zé Ribeiro em Páginas da Vida.

Esteve ainda em Alma Gêmea (2005), de Walcyr Carrasco, como Elias, e em dois marcos da televisão brasileira no quesito minissérie: Anarquistas Graças a Deus (1984), de Zélia Gattai, como Tio Guerrando, e Grande Sertão: Veredas (1985), de Guimarães Rosa, como Borromeu. O extenso currículo na TV teve um de seus primeiros trabalhos consumados na versão original de Mulheres de Areia (1976), de Ivani Ribeiro, com Eva Wilma nos papéis de Ruth e Raquel.

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