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Jornal Diário de Suzano - 19/09/2020
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Cantor Nando Reis expõe a relação íntima com o violão em seus shows

28 NOV 2015 - 07h00

Uma hora depois do show realizado em João Pessoa, na Paraíba, no último fim de semana, Nando Reis já estava em seu quarto de hotel, com o violão ao lado. Colocou o instrumento no colo e, nas suas cordas e acordes, se perdeu. Deu por si quando o relógio já marcava 5 horas e teria apenas duas horas para dormir antes de pegar o voo de volta para São Paulo. Intensa e sincera - bem-sucedida, diga-se de passagem -, a relação do músico com o instrumento, iniciada quando ele tinha 7 anos de idade, ganha um registro íntimo físico com o lançamento do disco “Voz e Violão - No Recreio - Vol. 1” (Deck/Relicário).

Gravado em um show realizado no Citibank Hall, em São Paulo, em uma noite de abril deste ano, o álbum expõe a solidão frágil de um músico acostumado a tocar para multidões, mas sempre acompanhado de sua banda, Os Infernais, responsável por acompanhá-lo desde a saída dos Titãs.

Ali, no espaçoso palco, com o violão colado no corpo, a voz de Nando tremula, nervosa. Após cantar N, ele se dirige à plateia para algumas palavras introdutórias. "É com imenso prazer que estou aqui, diante de vocês, nessa crueza, despido do meu lado infernal, embora contendo ele internamente, afinal de contas somos todos celestiais e infernais", diz. "Não é à toa estar aqui hoje, diante de vocês, neste palco, fazendo este show que, por mais estranho que pareça, eu que já tenho tantos anos de estrada e carreira, estou aqui iniciando. Não acredito, não quero dizer que essa é uma nova fase. (Digo) iniciando porque é primeira vez que faço isso. E confesso que estou um pouco nervoso." Palmas e assobios de aprovação para ele.

Nando explica o nervosismo. "Um show de voz e violão, faço esporadicamente. É adequado para espaços menores. Ali, eu toquei para 3,7 mil pessoas. O espírito desse formato, que me diverte, é por ser um show pequeno, mais coloquial. Com a liberdade de repertório", diz.

O projeto nasceu assim, como é mostrado no palco, de forma despretensiosa. No começo do ano, em fevereiro, Nando foi chamado para se apresentar em um projeto do Sesc Pompeia chamado Sala de Estar - encerrado na última semana, com shows de Lenine. Os quatro shows, também em voz e violão, formaram a gênese da proposta exibida em abril, na casa de shows muito maior, na zona sul da cidade. "Aqueles shows (no Sesc) acabaram se tornando uma pedra fundamental para esse disco", concorda Nando. "Eles me levaram a olhar novamente para músicas que eu gostava, mas tinha deixado de tocar. Foi tão divertido desafogar algumas coisas."

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