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Cauã Reymond é líder de motoqueiros armados no novo filme 'Reza a Lenda'

26 JAN 2016 - 07h00

Cauã Reymond cavalga no lombo da motocicleta. O sertão não virou mar, como profetizava Glauber Rocha no final de Deus e o Diabo na Terra do Sol, mas com certeza se transformou. Os novos vaqueiros andam de moto, como Cauã em “Reza a Lenda”, longa de Homero Olivetto que estreou ou então participam de vaquejadas, mas com o desejo nada secreto de ser estilista, como o Juliano Cazarré de Boi Neon, de Gabriel Mascaro. O sertão da memória ainda existe em algum lugar do imaginário, mas o real, como o Brasil, modernizou-se.

Ao subir na moto, Cauã retoma a estrada de rebeldes clássicos de Hollywood. Marlon Brando em “O Selvagem”, de Laslo Benedek, Steve McQueen em “Fugindo do Inferno”, de John Sturges, e claro Dennis Hopper e Peter Fonda em “Sem Destino”, que o primeiro dirigiu. "Tá me zoando, cara?", pergunta o astro de “Reza a Lenda” na entrevista realizada no começo de dezembro, há quase dois meses. Foi preciso aproveitar a data para reunir toda a equipe em São Paulo. Cauã, atolado nas gravações de A Regra do Jogo, foi liberado pela Globo. Surpresa? "Ela é parceira no filme" (por intermédio da Globo Filmes). E quanto a se medir com os lendários Brando, McQueen, Hopper... "Não vou negar que pensei neles, sim. O próprio filme é de gênero, portanto, tem tudo a ver. Mas foi só por um momento. Nunca pensei em interpretar o Ara do jeito deles. Tinha que ser do meu jeito."

E como é o jeito de Cauã Reymond? "É apanhando", e o rosto ilumina-se no sorriso. "Tive que aprender a andar de moto. Caí, foi um tombo feio. Me dói até hoje, mas não teve arreglo. O personagem exigia. Tinha que fazer."

O filme mistura religiosidade e violência no alto sertão, mas agora é um sertão rasgado por estradas de asfalto. Ara/Cauã lidera o grupo que rouba do Coronel a estátua da santa. Reza a lenda que só quando ela voltar a seu povo haverá chuva - e o sertão vai virar mar. O filme mistura gêneros de Hollywood - western com road movie. "São gêneros deles muito consumidos por aqui, mas raros no cinema brasileiro. E foi o que me encantou na proposta do Homero (o diretor). Por que não fazer um filme de gênero, mas nosso, com atores brasileiros?", indaga ainda o ator.

O próprio Homero Olivetto participa da rodada de entrevistas e conta que Reza a Lenda começou a nascer muitos anos atrás, quando viu Baile Perfumado, de Lírio Ferreira e Paulo Caldas. "Era estudante em Salvador e aquela mistura da cultura sertaneja com o universo pop me bateu como um raio.

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