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Jornal Diário de Suzano - 17/04/2021
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Claudio Botelho e Charles Möeller festejam 25 anos de parceria

24 NOV 2015 - 07h00

O primeiro trabalho conjunto aconteceu em 1990, na montagem “Hello, Gershwin”, com direção de Marco Nanini - ali, Claudio Botelho estrelava e Charles Möeller cuidava do cenário e do figurino. Fazia apenas um ano que se conheciam, mas já suspeitavam que o amor comum pelos espetáculos musicais da Broadway os levaria para uma carreira de sucesso. Hoje, já são 36 montagens que trazem a inconfundível marca Möeller e Botelho, e a mais recente, “Kiss Me, Kate - O Beijo da Megera”, em cartaz no Rio, coleciona críticas entusiasmadas.

Um reconhecimento cultivado aos poucos - no primeiro espetáculo em que assumiram o comando, “As Malvadas”, de 1997, o dinheiro era curto e a plateia era formada em sua maioria por amigos e convidados. Hoje, a assinatura da dupla tornou-se valiosa - em um quarto de século, eles aproveitaram o ressurgimento do musical no Brasil (agora sob a forte influência do estilo Broadway) e se firmaram como “Os Reis dos Musicais”, título de um apurado livro assinado por Tânia Carvalho e lançado pela Imprensa Oficial de São Paulo em 2010.

Botelho e Möeller sabem que não descobriram a pólvora - o musical é um estilo praticado no Brasil desde o início do século 19. Mas conseguiram a alquimia certa, ou seja, unir o apuro técnico e o senso profissional da Broadway com a familiaridade musical típica do brasileiro.

"Passamos a ser uma dupla de fato, assinando juntos nossas criações, em ‘Cole Porter - Ele Nunca Disse que Me Amava’, em 2000", conta Möeller, para quem a opção pelo teatro musical foi tomada a partir de firmada a parceria com Botelho. "O que sedimentou nossa amizade foi o entusiasmo comum pelo gênero musical", completa Botelho, que conheceu Möeller em 1989. "Eu tocava piano em uma peça dirigida por Miguel Falabella e Charles chegou para integrar o grupo. Logo, percebemos a afinidade pelo musical."

É preciso lembrar que, na época, o gênero era praticamente ignorado e as condições, péssimas. "O som era uma tragédia, as pessoas usavam microfones amarrados, tudo chiava e apitava", relembra Möeller. "A luz não era de musical, era uma luz de peça normal, sem o menor cuidado e incapaz de preparar o clima para a música; os cenários rangiam, demoravam minutos para serem trocados, ou seja, nada funcionava."

O desastre continuava em cena, quando era raro encontrar um profissional que soubesse cantar, dançar e interpretar. O aprendizado, portanto, foi mútuo: ao mesmo tempo em que se alimentavam anualmente na Broadway e em Londres, onde assistiam às novidades, Möeller e Botelho participaram da formação de profissionais brasileiros.

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