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Jornal Diário de Suzano - 30/09/2020
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Contrato Vitalício é o tema do primeiro longa metragem do ‘Porta dos Fundos’

27 JAN 2016 - 07h00

A Croisette, via onde acontece o burburinho do Festival de Cannes, ganhou uma versão carioca. Foi na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, que o Porta dos Fundos recriou parte do balneário francês, local essencial na história de Contrato Vitalício, primeiro longa do canal de humor, que começou a ser rodado na semana passada.

Na trama, o cineasta Miguel (Gregório Duvivier) é premiado na França e sai para comemorar com o protagonista, Rodrigo (Fábio Porchat). Depois de muitos drinques, o ator assina um contrato vitalício em um guardanapo, em que promete participar de todos os filmes do diretor, que desaparece no dia seguinte.

Dez anos depois, com uma carreira de sucesso, Rodrigo volta a Cannes como jurado do festival e se depara com o amigo, que aparentemente ficou maluco. "Ele passa a ver o mundo habitado por intraterrestres, seres das profundezas, e quer fazer um filme sobre isso. Miguel consegue grana para o longa, que, obviamente, é uma droga. Nosso filme é uma brincadeira e crítica a esse mundo. É um cara que tem um sonho que engaja 200 pessoas para contar essa história, uma loucura da cabeça dele", avalia Duvivier, enquanto recebe barba e peruca do personagem. "Ele fica meses filmando, não acaba nunca. É uma espécie de Chatô", compara o artista, interrompido pelo maquiador: "Eu também fiz Chatô".

Acossado, Rodrigo vê-se obrigado a aceitar o convite do diretor mesmo com a certeza de que o filme não será bom para a carreira. "Ele começa a destruir o mundo do Rodrigo, que, na verdade, já estava destruído. No fundo, ele está limpando a vida do Rodrigo, cheia de pessoas que lhe fazem mal", explica Porchat, que assina o roteiro com Gabriel Esteves.

A história do longa, previsto para ser lançado em junho, surgiu de uma lembrança do diretor, Ian SBF, que, no passado, havia feito um curta-metragem com Porchat, de quem é amigo há mais de uma década. Na ocasião, o cineasta disse que o ator poderia sempre trabalhar com ele. Segundo o colunista do Caderno 2, o risco de um ator entrar em uma roubada ao aceitar um trabalho, assim como Rodrigo, é iminente. "Nenhum ator sabe o que vai acontecer. Claro que você pode ter uma noção de que o que está fazendo é ruim. Até com coisa boas você fica na dúvida. Quando mostramos o primeiro vídeo do Porta dos Fundos para um grupo de análise, falaram que era horrível. A gente lançou e muita gente gostou", relembra.

"No meu caso, é diferente. Se eu sinto isso é porque estou fazendo muita m... Não tem muito o que fazer", brinca Ian.

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