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Jornal Diário de Suzano - 13/06/2021
EDP SEGURANÇA

Daniela Mercury lança 'Vinil Virtual' e retoma origens rítmicas

19 DEZ 2015 - 20h17

O lado transgressor de Daniela Mercury, notória rainha do axé, ganhou um alter ego, a rainha má Essa personagem criada pela cantora vem à tona, com frequência, em sua fala, quando Daniela se refere, por exemplo, à arte como instrumento de reflexão. Ela, a tal rainha, também figura na canção A Rainha do Axé, que abre seu novo disco, autoral, Vinil Virtual, o 15º solo da carreira. "Sou a Rainha/Eu não sou a Cinderela/Nem a adormecida bela/ Eu sou Daniela/ A rainha má má má/ A rainha má má má", canta ela, em um trecho, para em seguida emendar risadas malévolas.

Além de se descolar da imagem das princesas indefesas ao se autointitular dessa forma, Daniela, ainda nessa canção, reforça o tom feminista da letra ao convocar o empoderamento da mulher após citar nomes de personalidades fortes, como Luislinda Valois, a primeira juíza negra do Brasil, Simone de Beauvoir, Rita Lee, Maria Bethânia, Raquel de Queiroz, sua mãe Liliana Mercuri de Almeida, entre outras. Ela exalta também a autoestima do brasileiro e de sua cultura. Tudo embalado pela batida forte da percussão, com direito à citação da música Bat Macumba (de Caetano e Gil).

No final das contas, A Rainha do Axé introduz um breve panorama sonoro e conceitual do que se ouvirá ao longo das outras 14 faixas do novo trabalho. O feminismo, a valorização do País, a volta ao seu DNA rítmico - "o meu samba-reggae" - que a reconecta ao início de sua carreira solo. Está tudo lá, em letra e música, em Vinil Virtual.

Para corroborar seu manifesto contra a homofobia e qualquer tipo de violência, e em prol da paz e da liberdade, sua rainha má entrou novamente em ação. Daniela queria uma capa artística, "que fosse contrastante com esse ambiente de mesmice". Convidou, então, sua mulher, a jornalista Malu Verçosa Mercury, para posar com ela numa recriação da histórica foto de John Lennon e Yoko Ono, feita pela célebre Annie Leibovitz, em dezembro de 1980 - poucas horas antes de Lennon ser assassinado. Na cama, Malu, de preto, posiciona-se tal e qual Yoko, e Daniela, nua, envolve a amada com seus braços e suas pernas. "Acho que a cama é um grande tabu. A gente roda, roda e o sexo continua sendo uma grande questão para a humanidade", acredita Daniela Mercury, em entrevista, por telefone, de Salvador. "Quero provocar as pessoas, com a minha nudez, a pensar, gerar inquietação, reflexão."

No mês passado, antes mesmo de lançar o disco, Daniela já divulgava essa capa. Foi uma celeuma nas redes sociais - e houve até quem identificasse um suposto corpo ‘photoshopado’ de Daniela. Aos 50 anos, a cantora baiana diz que já esperava por algo do gênero, de ficarem debatendo sobre sua forma física. "Nesses anos todos, todas as mulheres são educadas a pensar se estão bonitas ou não.

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