Envie seu vídeo(11) 97569-1373
sexta 25 de setembro de 2020

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 28 por mês, no plano anual.

Ler JornalAssine
Jornal Diário de Suzano - 25/09/2020
Pmmc Sarampo
PMMC COVID SAÚDE
ÚNICCO POÁ
CENTRO MÉDICO CLUBE DS - TOPO

Denise Fraga volta às novelas e segue fazendo o público rir com ‘Brecht’

07 ABR 2016 - 08h00

Teatro, cinema... Denise Fraga está temporariamente afastada da televisão. "Temos sempre muitos projetos de programas", ela conta e o plural engloba, automaticamente, o marido. Luiz Villaça é parceiro, na arte e na vida. Há 21 anos. "Temos alguns projetos que estão bem encaminhados e até acho que saem, mas ainda não tem nada definido. É prematuro falar", ela diz. Mas volta com certeza à TV, e à Globo, fazendo uma participação na próxima novela de Maria Adelaide Amaral, “Lobo do Amor” (parceria com Vincent Vilari), que vai substituir “Velho Chico”, na faixa das 9. Desde que a novela foi transferida, no ano passado, muitas histórias têm rolado nas redes sociais. Lobo do Amor já se chamou Sagrada Família. "Serão apenas quatro capítulos, no começo, mas já vamos começar a gravar em maio."

Denise vai fazer a mãe de Isabelle Drummond, e a personagem, posteriormente, será interpretada por Claudia Abreu. Desde “Uga Uga”, em 2000, Denise não faz novela. A participação é tanto mais bem-vinda porque ela adora os folhetins de Maria Adelaide. "Ela escreve superbem, suas personagens são humanas. Adoro." Mas a atenção, admite, está voltada para “De Onde Eu Te Vejo.

E, claro, Denise permanece ligada a Galileo Galilei. A montagem de Bertolt Brecht segue até segunda-feira, no Tuca. E não para depois disso. "Vamos viajar pelo Brasil", anuncia. Denise está feliz da vida com o sucesso de Galileo, que Villaça e ela produzem.

Galileu Galilei foi o filme que um grande diretor, Joseph Losey, perseguiu durante décadas. Ligado ao próprio Brecht, Losey dirigiu a peça no teatro. Sua inclusão na lista negra do macarthismo o levou ao exílio. Ele abandonou os EUA, foi viver na Europa. Quando fez seu Galileo, com Topol, nos anos 1990, a repercussão foi mínima. "Vimos o filme, durante a preparação com (a diretora) Cibele Forjaz." O repórter conta o que o próprio Losey revelou numa entrevista (a Tom Milne). Brecht admirava o cinema de Losey, mas duvidava que ele pudesse fazer uma boa adaptação, porque dizia que o diretor "não tinha humor". O Galileo de Denise e Cibele é muito engraçado. "Trabalho com humor há muito tempo e percebo esse humor do Brecht, que a Cibele realçou tão bem. A fala tem um tempo, que é o do riso da plateia. É muito legal de fazer."

O sucesso de Galileu e, antes, de outro Brecht - A Alma Boa de Setsuan - a convenceram, em definitivo, de que o público "quer coisa boa". "Há um movimento de subestimar o público, como se ele só quisesse comédia tola. Eu não acredito. Nunca quis fazer Brecht para iniciados. Quero fazer para a galera. É muito interessante ver como as pessoas podem se divertir pensando. Gosto de falar com o público depois da peça e me fazem cada observação que eu digo para mim mesma - ‘Conseguimos!’ E, quando o público me surpreende, indo além, aí eu fico nas nuvens."

É onde ela está com o novo filme do companheiro. "Fico superfeliz de estar no melhor filme do Luiz." Uma história de amor, de família. "E o Luiz é superantenado. É um filme sobre São Paulo, sobre as transformações na cidade e na vida de um casal.

Leia Também

Últimas Notícias

Ver Últimas Notícias