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Djavan lança hoje seu disco 'Vidas pra Contar'

12 MAR 2016 - 08h00

Os mistérios de Djavan podem ficar mais ou menos intrigantes depois de alguns minutos sentado à sua frente na suíte presidencial do Hotel Parque Balneário, em Santos. Aos 67 anos, Djavan, que faz os shows hoje, às 22 horas, no Citibank Hall, em São Paulo, falou sobre os enigmas de sua formação que o fazem um "artista popular que não faz exatamente uma música popular" e reafirmou estar "bem de saúde", ao contrário do que chamou de boatos de internet.

Seu novo disco tem algo de intrigante: você, ao contrário de outros artistas de sua geração, não parece procurar romper com a linguagem que criou, não busca o estranhamento. O desafio é esse? Criar o novo dentro de uma fórmula estabelecida?

Essa pergunta é boa para eu responder algo que tanta gente questiona. Eu sou um dos artistas que mais lidam com a diversidade, sempre tive curiosidade pela diferença entre os gêneros, entre as culturas. Eu não tenho a preocupação de ser novo ou velho porque o meu material já me dá, naturalmente, um leque grande de opções. O material que eu tenho para explorar é a diversidade e me divirto com isso. Não quero ser novo, quero ser sempre.

E qual é o seu desafio?

É estar motivado, ter sempre a impetuosidade de fazer. Quarenta anos de carreira é algo que nos aproxima de muita coisa que pode levar à inércia, ao desestímulo. Existem motivações várias no começo de uma carreira, você quer conquistar, quer provar, quer ver o que pode ocorrer com tudo o que tem para dar. Essa motivação não existe mais. Hoje, eu crio apenas para manter o humor, ficar feliz. Sobretudo porque são sensações efêmeras, eu fico feliz com uma coisa por muito pouco tempo.

Imagino que os anos sejam cruéis para um artista. Depois de um tempo, você, de deslumbramento, passa a ter apenas que confirmar expectativas, por melhor que faça um novo disco.

Sim, mas é por isso que faço a migração dessa sensação, ela não pode permanecer no mesmo lugar o tempo todo. Você pode se alegrar com as conquistas, mas o mais importante é manter o estado de espírito no alto.

Um crítico norte-americano, Zeth Lundy, diz que os músicos têm o pico de sua criatividade concentrada em um período compreendido entre, no máximo, cinco ou seis anos, o que explicaria o fato de muitos não conseguirem repetir êxitos. Isso faz sentido para você?

O importante para mim sempre foi atrair pessoas de novas gerações. Eu preciso, para me sentir conectado com a criação, atraí-las. E comigo acontece uma coisa: embora eu não faça uma música exatamente popular, sou um artista extremamente popular. É um paradoxo inexplicável.

Eis o ponto. Seu conceito harmônico e sua divisão rítmica não são fáceis e poderiam levá-lo para um campo de música bem menos abrangente.

A minha divisão sempre foi uma questão séria, a vida inteira. Eu tive problemas com músico americano, latino, brasileiro. É uma divisão diferente e, em vários momentos, tive que mexer na ideia original para facilitar as coisas de um músico e garantir algum retorno. Isso também me levou a abraçar todas as fases. Passei a fazer tudo, arranjo, produção, tudo.

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