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Jornal Diário de Suzano - 29/09/2020
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Domingos Montagner explora lado romântico

08 MAI 2016 - 08h00

Demorou, mas a reaproximação de Santo (Domingos Montagner) e Tereza (Camila Pitanga) finalmente começou a ser "costurada" em “Velho Chico”. E, com ela, o ator Domingos Montagner passa a explorar um novo lado do personagem da novela das 21 horas da Globo: a do homem apaixonado. Isso porque, por enquanto, o que ficou mais evidente foi o arco heróico do líder da cooperativa que tanto tira o sono do Coronel Saruê, Afrânio (Antonio Fagundes), pai da mocinha.

"Essa força de superação do Santo é um aspecto que acho muito legal. Ele é apaixonado pela família. É encantado por aquela terra e pela gente que o cerca. Mas também tem o amor imenso que sente pela Tereza. Um sentimento cultivado desde a infância e gravado na vida dele", defende Domingos.

É comum que os atores procurem características de cada personagem dentro de si mesmos na hora da composição. Mas, no caso de Santo, o que se percebe é uma vontade grande de seu intérprete de pegar para si tamanhas virtudes que o sertanejo, santificado inclusive no nome, carrega.

"É desses trabalhos que a gente tenta chegar cada vez mais perto da essência e guardar um pouco para nós. Meu desejo é me deixar “contaminar” pelas questões centrais do Santo e, assim, alcançar mais fácil a verdade em cena", filosofa o ator.

Um trabalho de construção que, Domingos admite, foi diferente de todos os outros experimentados em sua carreira na TV, começada tardiamente há seis anos, quando participou das séries “Força-Tarefa” e “A Cura”. A primeira vez sendo dirigido por Luiz Fernando Carvalho, que está à frente das gravações em “Velho Chico”, o aproximou ainda mais de suas origens, calcadas no circo e no teatro.

"Tive quatro meses de experimentações e estudos antes de entrar em cena. É claro que essa divisão em fases e entrar no capítulo 25 favoreceu esse período, mas o Luiz preza por um processo artesanal muito peculiar. Ainda tivemos workshops com profissionais como historiadores, psicólogos e de cultura popular, entre outros", enumera Domingos, que também fez questão de rever filmes como “Deus e o Diabo na Terra do Sol” e “Cabra Marcado para Morrer” para entender as formas de agir, falar e se comportar de Santo.

O cenário do sertão, no entanto, não é uma novidade. Quando encarnou o temido cangaceiro Herculano de “Cordel Encantado”, o ator chegou até a gravar cenas nos arredores do Rio São Francisco, um dos temas centrais da novela de Benedito Ruy Barbosa. Uma referência que acabou contribuindo para a criação artística do personagem atual, tão distante de sua realidade.

"A trajetória do Santo é completamente diferente da minha. Ele nasceu no meio do sertão e da terra, em grande dificuldade. A gente não tem nem ideia do que significa passar fome. Talvez daí venha essa pureza de instintos e de olhar e a determinação tão focada nos valores que aprendeu com a história de sua própria família", derrete-se.

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