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Jornal Diário de Suzano - 22/09/2020
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Elenco de 'O Musical Mamonas' vai reproduzir o clima de liberdade total

13 MAR 2016 - 08h00

O anjo Gabriel é quem traz a missão para os cinco rapazes do Mamonas Assassinas: a fim de dar um jeito na caretice que tomou conta da vida dos brasileiros, Bento, Dinho, Júlio, Samuel e Sergio resolvem criar um musical biográfico em que contam como se transformaram em um sucesso arrasa-quarteirão com canções de nível duvidoso (afinal, usavam expressões chulas como "passar a mão na bunda" e "cabelos do saco"), que encantaram principalmente as crianças.

"A primeira lembrança que me veio deles quando comecei a trabalhar em O Musical Mamonas foi o humor infantil, aquela facilidade muito brasileira para lidar e brincar com preconceitos sem ser ofensivo. Enfim, a irreverência plena", comenta o diretor José Possi Neto que, experiente, descobriu o fio da meada ao dissecar o roteiro original do dramaturgo Walter Daguerre, autor do musical Jim, sobre Jim Morrison.

Como o encadeamento das cenas facilitava mais uma encenação teatral, Possi e o diretor musical Miguel Briamonte encaixaram "momentos musicais", que não apenas reforçaram o gênero do espetáculo como facilitaram a troca de figurinos e de cenários.

"Mas um detalhe era essencial valorizar, pois, caso contrário, o musical correria o risco de ficar chato e não representar o espírito dos Mamonas: a paródia. Eles brincaram com música mexicana (em Pelados em Santos), pagode (Lá Vem o Alemão), forró (Jumento Celestino), canção portuguesa (Vira-Vira), ou seja, se apropriavam da estrutura de cada ritmo e as transformavam até surgir algo novo", observa Possi.

Outra escolha que se revelou valiosa foi a de utilizar também canções que marcaram os anos 1990, além das compostas pelos Mamonas. Assim, antes de o grupo fazer sucesso, a história de sua trajetória é também contada por trabalhos do Legião Urbana, Pink Floyd, Titãs, Guns N’ Roses, Engenheiros do Havaí.

"Na verdade, a primeira composição dos Mamonas, Mina, só aparece depois de 40 minutos do espetáculo", comenta Ruy Brissac, que vive o vocalista Dinho. "E, mesmo assim, de forma surpreendente, só no violão, um estilo acústico, sem aquela loucura que marcava as apresentações deles."

Brissac foi escolhido para o papel por intermédio de audições, assim como o restante do quinteto formado por Adriano Tunes (que vive o tecladista Julio), Yudi Tamashiro (o guitarrista Bento), Elcio Bonazzi (o baixista Samuel) e Arthur Ienzura (o baterista Sérgio). As semelhanças deles com seus personagens é impressionante. "Mas não queríamos clones dos Mamonas, ou seja, atores que imitassem os originais", avisa Possi. "Muitos foram afastados durante a seleção, que foi direcionada de forma a termos um grupo que soubesse reprisar o espírito irreverente dos Mamonas."

Para isso, Possi adotou uma forma de direção baseada no improviso - sem perder o fio da meada, afinal, um musical se sustenta em marcações precisas e canções no tom certo, ele incentivou o grupo a criar novas situações a cada dia de ensaio. "Esse clima é o que melhor retrata os Mamonas - eles não se sentiam presos a nada e faziam o que vinha à cabeça quando estavam no palco", diz o diretor.

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