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Empresa Lighstar pega carona em filme e faz com que ‘Peanuts’ ganhe o mundo

20 JAN 2016 - 07h00

Na coletiva para celebrar a indicação de “O Menino e o Mundo” como primeira animação brasileira selecionada para o Oscar, Alê Abreu disse que animador já é uma profissão no Brasil. Ninguém sabe disso melhor que Marcelo de Moura, mas, no final dos anos 1980, quando ele resolveu que seria esse seu caminho, a animação ainda era algo distante e o atalho era longo passava, necessariamente, pelo exterior. Foi o que ele fez construiu uma carreira fora do Brasil e voltou para fundar a empresa Lighstar, sediada em Santos.

Hoje, a empresa é conhecida por seus projetos de animações para comerciais de TV e mídias digitais. E a especialidade da Lighstar são os “Peanuts”. Pegando carona no lançamento do filme de Steve Martino, “Charlie Brown & Snoopy - Peanuts: O Filme”, a Lighstar anuncia que acaba de fazer uma série de animações para apresentação dessas figuras emblemáticas para o público indiano. "O lançamento foi no final de ano e ainda não tivemos retorno", conta De Moura. Ele acrescenta que a empresa foi contratada para fazer o que se chama de ‘model sheets’. "Consiste basicamente no polimento e digitalização das figuras, a partir de desenhos do próprio Charles M. Schultz nos anos 1960 e 90."

Há uma diferença sutil entre essas datas. "O Snoopy mais antigo é magrinho, o outro é mais gordinho", ele explica. "Isso ocorre muito com autores que acompanham seus personagens durante muito tempo. É uma consequência da própria vida, uma projeção natural. Nossa silhueta vai mudando no espelho e os personagens, também." Apesar de pequenas variações físicas, ele arrisca uma interpretação para a permanência das criações de Charles Schultz: "Ele criou suas tiras em 1950 e poucos personagens da época, mesmo os maiores da Disney, como Mickey Mouse, mantêm uma consistência psicológica tão grande. Charlie Brown permanece como um emblema de insegurança e tentativa de superação, e Snoopy é o ombro amigo e o parceiro que o ajuda em todas as tentativas. O tempo passa e cada geração pode se identificar com essas figuras, porque são universais".

Nos últimos anos a empresa estabeleceu-se na Baixada Santista em 2001, a Lightstar tem levado seus pequenos filmes sobre os Peanuts para países tão diversos quanto Chile, EUA, Polônia, Turquia, Japão e Índia. Isso significa formação de mão de obra especializada, difundindo o conhecimento que De Moura adquiriu, em seus anos no exterior, ao passar por estúdios como Disney, Warner e DreamWorks. E tudo começou com Don Bluth, quando o jovem brasileiro aspirante a animador se aproximou do criador de Fievel, Um Conto Americano. O próprio Bluth havia se iniciado na Disney, antes de lançar sua tentativa de produção independente de animação. De Moura trabalhou em três filmes de Bluth, incluindo “Chantecler - O Rei do Rock”. Como animador em 3D, foi para a Blue Sky Studios onde trabalhou em “A Era do Gelo” e também foi diretor de animação em “Asterix” e “Os Vikings”. É essa experiência com o meio 3D que lhe permite elogiar a repaginação que faz do formato no novo Charlie Brown, mantendo-se, fiel à criação original de Schultz.

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