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Jornal Diário de Suzano - 30/09/2020
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Fase ‘Popstar’ traz três discos que construíram o ídolo Fábio Júnior

09 JAN 2016 - 07h00

A obra de Fábio Jr. deve ser reavaliada. A certeza do produtor Marcelo Fróes foi um dos fatores que o moveram para que lançasse uma caixa com os três primeiros discos mais comerciais do cantor. São eles os álbuns, todos com o nome do artista, de 1979, 1981 e 1982, a primeira fase pop depois de Fábio se livrar do codinome Mark Davis (com o qual lançou um álbum em inglês, em 1975) e de deixar na gravadora Philips um de seus discos de orientação mais 70, bem representado por Carona e Bicho de Sete Cabeças. Um Fábio bem distante do fã que o conhece das “metades da laranja” e inimaginável aos que só o acompanham pelas revistas de fofoca.

Naqueles fins de anos 1970, Fábio começaria a trilhar uma rara carreira de impacto duplo: seu nome fazia as pessoas ligarem TVs e comprarem discos com a mesma intensidade. "Me diga outro artista brasileiro que conseguiu o mesmo?", questiona Fróes. Muitas vezes, as duas frentes se alimentavam. Ao vê-lo cantando Pai no seriado Ciranda Cirandinha, de 1978, Janete Clair pediu que a canção fosse a abertura de sua trama, Pai Herói. Mesmo 36 anos depois, a música não sai de seu repertório.

Há argumentos para resgatar Fábio Jr. da invisibilidade moral embrenhada sobretudo em seu próprio meio artístico - um antistatus curioso que colide com sua imensidão renovável de fãs Apenas nos discos relançados por Fróes, fica latente o compositor de pensamento pop, mas não padronizado, que busca uma saída harmônica menos óbvia desde que ela não se torne um ruído na história que se quer contar - o equilíbrio que difere os homens que conversam com as multidões daqueles que passam a vida falando aos amigos.

Do disco de 1979, 20 e Poucos Anos é uma que faz isso, mais precisamente na palavra "planos" de "nem por você, nem por ninguém, eu me desfaço dos meus planos". É seu pulo do gato, tirando as facilidades de lugar com tensão para reforçar o relaxamento de logo depois. E isso justamente sobre a palavra "planos".

Do mesmo disco, Papo de Família, feita com Heraldo Correa, tem uma estrutura harmônica e um movimento de quadris que a levaria facilmente para um bom disco de Antonio Carlos e Jocafi (só o teclado Yamaha tocado pelo futuro maestro de Roberto Carlos, Eduardo Lages, poderia ser abduzido para alguma outra dimensão).

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