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Faustão faz sucesso há 27 anos com ‘Domingão’

03 JAN 2016 - 07h00

Manter um programa na televisão por 27 anos é um desafio e tanto. Mas Fausto Silva mostra tanta segurança em suas palavras que faz a tarefa parecer bem simples. O apresentador, aos 65 anos, garante que não há acomodação em sua equipe e vê com naturalidade o espaço maior que as questões políticas brasileiras têm ganhado em seu “Domingão do Faustão”. "É importante sair de cima do muro, porque uma hora ele cai", analisa.

Você está prestes a completar 27 anos no ar com o “Domingão do Faustão” e segue como líder na sua faixa de horário. A que atribui isso?

Fausto Silva - Um programa como o nosso precisa ter uma insatisfação permanente na equipe para, a partir dela, promover uma renovação constante. A gente às vezes acerta, em outras não, mas não dá para desanimar. Hoje fazemos uma matéria boa, amanhã nem tanto. Mas tem uma coisa: quanto mais você supera a qualidade do seu trabalho, maior vai ser a exigência sobre você. Com todo mundo é assim. E isso faz com que sempre procuremos melhorar.

Ultimamente, você tem aberto mais espaço para questionamentos políticos no “Domingão”. Por quê?

Fausto - A gente sempre teve um pouco disso, até porque é um programa ao vivo e alguns assuntos surgem de maneira inesperada. Não dá para ser assim em todos os domingos, porque é um dia em que normalmente pegamos da transmissão do futebol e, se não for um papo bem dosado, pode ficar chato. Mas atualmente o país vive dilemas e você precisa se posicionar. É importante sair de cima do muro, porque uma hora ele cai.

A concorrência pela audiência aos domingos é cada vez mais intensa. Como vocês lidam com essa disputa?

Fausto - É fundamental se preocupar com diversos tipos de público. É jovem, criança, adulto, idoso, qualquer um pode ligar a TV e assistir ao programa, então todos merecem atenção. O apresentador também precisa estar envolvido com a equipe toda. Não dá para se preocupar demais com o conteúdo e não participar das etapas com os colegas que fazem o programa.

Com a virada do ano, vocês já têm novidades programadas para 2016?

Fausto - Temos, mas não funciona exatamente assim. A gente não fica aguardando um ano chegar para mostrar novidades. Nossa preocupação é manter uma transformação constante. O “Iluminados” vai voltar diferente e temos outros quadros que estrearão também, como o “A Escolha da Galera”, mas não quero anunciar nada porque ainda não sei se eles entrarão no ar a partir de janeiro ou fevereiro.

Você começou a atuar como comunicador no rádio. De que forma isso o auxilia hoje?

Fausto - Eu e o Sílvio Santos devemos ser os últimos que estão na TV e são da geração do rádio. Olha, é um veículo muito difícil, porque você precisa trabalhar com a imaginação das pessoas, já que não tem imagem.

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