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Jornal Diário de Suzano - 01/10/2020
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Marília Carneiro fala sobre figurino em série

10 JAN 2016 - 07h00

Assim que recebeu o convite para ficar à frente dos figurinos de “Ligações Perigosas”, minissérie da Globo, Marília Carneiro soube que teria grande prazer nesse trabalho. Aos 74 anos e mais de quatro décadas de história na Globo, ela não esconde que a década de 1920 é sua favorita. Isso desde que se consagrou com as vestimentas criadas e adotadas em “Gabriela” (1975), que se passava no mesmo período.

Quais foram suas inspirações para criar o figurino de “Ligações Perigosas”?

Marília Carneiro - Seria pretensão dizer que é minha especialidade, mas talvez 1920 seja a década que eu mais goste. É a época mais louca que já existiu! As mulheres começaram a fumar e a beber e o povo vivia como se não houvesse amanhã. Isso se reflete nas roupas, em uma grande liberdade.

Minissérie tem menos elenco, mas o cuidado é maior do que em uma novela. Como você lida com essas diferenças?

Marília - Na minissérie, o artístico é valorizado e não dá para embromar. Você tem tempo e recursos, então é ruim se algo der errado. Adoro esse tipo de situação. Tenho uma segurança que penso já ter nascido comigo. Lembro que fiz “Gabriela”, que se passava nessa mesma época, e estava toda metida, mesmo sem a experiência de hoje. Os anos 1920 viraram meu talismã.

As peças utilizadas em “Ligações Perigosas” foram compradas ou produzidas pela sua equipe, na Globo?

Marília - Produzimos quase tudo. Se eu pudesse buscar na Europa, seria maravilhoso! Mas meu orçamento não dava. Também gostaria de ter contado com mais tempo. Tive uns dois ou três meses de preparação, o que é relativamente pouco. Figurinista quer sempre mais!

Tem alguém do elenco com quem você estabeleceu uma parceria mais intensa nesse trabalho?

Marília - Selton Mello e eu tivemos um encontro diabólico. Acho que consegui ajudá-lo a dar aquele salto para virar um verdadeiro galã nessa minissérie. O personagem dele é um Don Juan. Selton é um ator fenomenal, mas se não tivesse esse lado externo espetacular, não sei se as mulheres entenderiam essa sedução. Modéstia à parte, consegui isso com a ajuda dele.

Hoje em dia, é mais difícil se relacionar com os atores do que era há 42 anos, quando você estreou na Globo?

Marília - Ego de ator não tem tamanho. Figurinista precisa amá-los, ser carinhosa e ver que o cara está morto de insegurança, querendo agradar. Mas agora tem toda a parte econômica também: os atores de hoje não são só atores, vendem produtos. São espécies de vitrines. Isso era inviável, impensável antes. Quando fiz “Dancin' Days” e rolou o sucesso das meias de lurex, não ganhamos um centavo. Nem sabíamos que poderíamos ganhar. Só a Casa Olga (loja de meias) se deu bem, vendeu demais!

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