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Muse mostra pose de rockstar em show realizado em São Paulo

27 OUT 2015 - 07h00

O rock e a síndrome de grandeza. Uma mistura clássica e volátil. Busca-se crescer mais do que as pernas (e o talento) suportam, e o tombo é daqueles feiosos e traumáticos. A queda não chegou ainda ao Muse, mas o trio britânico talvez esteja mais perto dela do que eles mesmos gostariam de admitir. O show realizado no último sábado, no Allianz Parque, diante de 27 mil pessoas, mostrou alguns buracos na estrutura que é preciso se construir para sustentar uma performance numa arena e já nos ensinou a engenharia civil: é preciso uma base forte para manter um arranha-céu em pé.

Banda nascida no fim dos anos 1990, o Muse desde cedo chamou a atenção pela pretensão. Guitarra musculosa de Matthew Bellamy foi ouvida como a salvação do rock puro, sem a necessidade de um subgênero para classificá-lo. Uma espécie de power trio que flertava com o heavy metal, mas caminhava entre peso e leveza por meio dos vocais do próprio Bellamy.

Do disco de estreia, “Showbiz”, lançado em 1999, apenas uma canção sobreviveu até o set list mostrado na Capital paulista. A boa Muscle Museum representa a primeira fase da banda em um apanhado de canções dominado pelo mais recente e pretensioso álbum do grupo, “Drones”. E isso diz muito. É ótimo testemunhar bandas que não precisam se apoiar em hits do começo da carreira para segurar um show em arena. O público não estava ali, aliás, para Muscle Museum. O Muse cresceu aos poucos, não como sucesso instantâneo. Saíram seis discos entre Showbiz e o mais recente deles, lançado neste ano.

O grupo não teve medo de se descolar, aos poucos, da primeira imagem, do impacto inicial que a banda causou no seu surgimento. Experimentaram novas sonoridades - a ótima Madness, que flerta maravilhosamente com o dubstep antes de cair para a vala do rock de arena genérico no refrão, é exemplo claro de que Matt e companhia não se importam em limitações de gênero.

O perigo da queda, contudo, já se mostra claro. "Your ass belongs to me now", verso de Psycho, single de Drones, é tão pavoroso que sequer merece tradução para o português.

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