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Jornal Diário de Suzano - 18/09/2020
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Os oito odiados

31 DEZ 2015 - 07h00

Um filme do diretor marcado pela extrema violência, Quentin Tarantino, está de volta às telas do cinema. Desta vez, o diretor traz de volta o universo do faroeste (como fez em Django, em 2013). “Os Oito Odiados” tem nomes conhecidos, como Samuel L. Jackson e Kurt Russell.

O novo filme de Tarantino tem ainda Jennifer Jason Leigh como uma das protagonistas. A atriz despertou a atenção do diretor, que justificou a escolha para o papel de Daisy Domergue. O diretor reconhece a violência como uma de suas marcas, mas ressalta que é um elemento que aparece com certo humor, com uma boa dose de caricatura em suas criações.

Sinopse

Durante uma nevasca, o carrasco John Ruth (Kurt Russell) está transportando uma prisioneira, a famosa Daisy Domergue (Jennifer Jason Leigh), que ele espera trocar por grande quantia de dinheiro. No caminho, os viajantes aceitam transportar o caçador de recompensas Marquis Warren (Samuel L. Jackson), que está de olho em outro tesouro, e o xerife Chris Mannix (Walton Goggins), prestes a ser empossado em sua cidade. Como as condições climáticas pioram, eles buscam abrigo no Armazém da Minnie, onde quatro outros desconhecidos estão abrigados. Aos poucos, os oito viajantes no local começam a descobrir os segredos sangrentos uns dos outros, levando a um inevitável confronto entre eles.

Curiosidades

Tarantino se inspirou nos antigos seriados de faroeste exibidos na televisão nos anos 1960 para realizar a narrativa. O elenco estrelado de “Os Oito Odiados” é formado por velhos conhecidos da filmografia e de "estreantes", como Channing Tatum, Bruce Dern, Jennifer Jason Leigh e Demián Bichir.

O oitavo filme do cineasta, de 52 anos, que garantiu que só irá dirigir mais dois longas após esse, “Os Oito Odiados” já começa a se destacar na temporada norte-americana de premiações, angariando três indicações ao Globo de Ouro: Melhor Roteiro Original (Tarantino), Melhor Atriz Coadjuvante (Jennifer Jason Leigh) e Melhor Trilha Sonora Original (Ennio Morricone).

O roteiro do longe é exatamente o oitavo de Quentin Tarantino em que ele também cuida da direção. A história contada desta vez tem menos violência e ação do que as dos filmes anteriores, como “Bastardos Inglórios” e “Django Livre”. Neste roteiro, ele se baseou mais no suspense e na surpresa para desenvolver a sua história.

Em “Os Oito Odiados”, o tema é claramente a questão de racismo. É possível ver semelhanças no discurso de alguns personagens com elementos do racismo institucionalizado que vemos nos Estados Unidos ou mesmo no Brasil.

Porém, por serem oito odiados, mesmo aquele que deveria ser a minoria se revoltando contra o grupo também alega ter feito coisas imperdoáveis. Não há um herói claro, assim como na vida real também não há.

Não há como verdadeiramente se identificar ou se inspirar por alguns daqueles personagens, a menos que seja para repensar algumas atitudes e como devemos tratar uns aos outros.

Enquanto o diretor demonstrar disposição para combinar gêneros, extrapolar regras de boas maneiras do cinema, seus filmes serão prazerosos de assistir.

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