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Jornal Diário de Suzano - 24/11/2020
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Paralamas do Sucesso voltam a se apresentar no formato power trio

19 FEV 2016 - 07h00

Os Paralamas do Sucesso vão tocar na Capital. A paulista, que bem fique claro. A deixa serve apenas para parafrasear a letra de Vital e Sua Moto, clássico do grupo. Quem vê Herbert Vianna (vocal e guitarra), Bi Ribeiro (baixo) e João Barone (bateria) conversando calmamente no estúdio onde a banda ensaia no Jardim Botânico, zona sul do Rio, em uma quente e ensolarada tarde, não imagina o quão animados estão. Depois de 30 anos, eles voltarão a se apresentar no formato power trio. Serão três shows em São Paulo, no Teatro J. Safra, hoje, amanhã e no domingo.

No palco, a formação clássica que encantou a década de 1980 com a já conhecida tríplice discográfica: Cinema Mudo (1983), O Passo do Lui (1984) e Selvagem? (1986). As performances não terão nenhum músico adicional, incluindo o tecladista João Fera, que acompanha os Paralamas desde 1986. "A ideia, na verdade, é antiga. Exploramos isso ao longo dos anos. Em vários momentos do nosso show convencional, por exemplo, ficamos só com os três no palco. Fomos amadurecendo o projeto e vamos aproveitar essa oportunidade para resgatar coisas menos unânimes e conhecidas do repertório", afirma o baterista João Barone.

A sinergia de mais de três décadas de Herbert, Bi e João fica evidente logo nos primeiros minutos de entrevista.

"Você não vai perguntar por que escolhemos o nome Paralamas?", brinca Herbert. Despojados como três meninos iniciantes, os Paralamas sabem que é difícil se reinventar, principalmente depois de tanto tempo na estrada. No ano passado, lançaram a caixa Os Paralamas do Sucesso 1983-2015 para celebrar os 30 anos de carreira. Aniversário completado, na verdade, em 2013. O material, no entanto, atrasou dois anos.

Sobre os três shows em São Paulo, alguns arranjos e reajustes precisaram ser feitos na estrutura original das músicas. Desde 1986, o som dos Paralamas foi encorpado. Com João Fera no teclado, a sonoridade do grupo evoluiu. "É preciso preencher um pouco mais o som só com os três instrumentos - guitarra, baixo e bateria. O intuito é fazer que aquela canção seja logo identificada pelo público, apesar da diferença sonora mínima. Isso, claro, levando sempre em conta a nossa pegada. O chamado feeling que faz as veias saltarem", diz Herbert.

Barone confessa que as ideias musicais da banda não eram mais compatíveis com a performance crua, porém coesa, do então trio. "A gente se recorda que, nos últimos shows da turnê do disco Selvagem, estávamos no limite de tocar só com três pessoas na banda. Tínhamos ideias embrionárias de colocar mais gente e, em 1986, veio o João Fera no teclado. Dois anos depois, em 1988, colocamos um naipe de sopro. A partir daquele momento, portanto, a coisa foi crescendo", diz Barone.

Engana-se quem pensa que as três apresentações na capital paulista serão recheadas de hits. O set deve ser composto por músicas menos conhecidas do grande público. Sucessões e baladas darão lugar a composições importantes para os chamados fãs de carteirinha.

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