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Jornal Diário de Suzano - 30/09/2020
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Por que os famosos remakes fazem sucesso para os telespectadores?

13 DEZ 2015 - 07h00

Na televisão, recorrer ao passado para garantir sucesso de crítica e de público é uma prática comum. E que muitas vezes funciona. Foi só a nova versão da “Escolinha do Professor Raimundo” estrear no Viva para liderar a audiência da TV por assinatura e tornar-se o programa mais visto do ano no canal. A ideia era comemorar os 25 anos da estreia da versão original como programa independente na Globo, o que ocorreu em agosto de 1990. Antes, era um quadro do “Chico City”, exibido semanalmente entre 1973 e 1980; e do “Chico Anysio Show”, de 1982 a 1990. E desde 2010 o humorístico voltou ao ar no próprio Viva, tornando-se um dos principais sucessos de audiência do canal pago.

"Nós celebramos uma homenagem diante da obra gigante do Chico. Conseguimos reunir um elenco espetacular", defende Ricardo Waddington, diretor de gênero da Globo e responsável pela produção, feita em parceria entre as duas emissoras.

Não chega a ser surpreendente o sucesso de alguns remakes na TV. Afinal, só se escolhe investir em adaptações de obras que deram certo antes.

"Certamente traz alguma segurança. Um tema que já é conhecido e deu certo no passado pode garantir a audiência de antigos fãs e a curiosidade de novos espectadores", analisa o crítico de TV Mauro Trindade. “A Viagem”, por exemplo, quando foi adaptada por Ivani Ribeiro, em 1994, teve uma média geral de 52 pontos numa época em que a meta das 19 horas, faixa em que era exibida, era de 40 pontos. O último capítulo chegou a marcar 80% de share, o que significa que, de cada cinco TVs ligadas, só uma não estava sintonizada na Globo. Mais recentemente, a releitura de Alcides Nogueira e Geraldo Carneiro de “O Astro”, em 2011, Chegou a faturar o Emmy como melhor telenovela.

Tramas mexicanas

O SBT também colhe bons frutos com suas apostas em adaptações, mas ultimamente tem optado pelas tramas latinas. Desde que Iris Abravanel, esposa de Silvio Santos, se tornou a única autora titular da emissora do marido, sua única novela que não foi adaptada ou inspirada em outra foi justamente sua primeira, “Revelação”, que teve média geral de cinco pontos. Menos da metade dos 12 pontos conquistados por “Carrossel”, entre 2012 e 2013. Atualmente, está no ar uma versão brasileira da mexicana “Cómplices Al Rescate”, “Cúmplices de um Resgate”. E que será substituída, no ano que vem, por “Carinha de Anjo”, uma releitura de Iris da também mexicana “Carita de Ángel”.

Direitos autorais

A Record é outra que mordeu essa fatia, antes de começar a investir em folhetins bíblicos. Tiago Santiago estreou como autor principal na emissora, com uma adaptação de “A Escrava Isaura”. Uma escolha estratégica que também adotou quando escreveu sua primeira novela no SBT, em 2010, “Uma Rosa com Amor”, inspirada no original de Vicente Sesso. Na Record, a meta era conquistar entre sete e nove pontos.

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