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Jornal Diário de Suzano - 26/11/2020
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Rafael Cortez vive novo desafio com Vídeo Show

16 ABR 2016 - 08h00

Rafael Cortez conseguiu criar para si uma área de atuação sem radicalismos, com um gosto entre o ácido e o suave, preservando ética no universo que, muitos acreditam, até a própria ética deva ser implodida pelo riso. Cortez acaba de ser contratado pelo “Vídeo Show”. Está na Globo. "Em muitos pontos da carreira, é um novo desafio. Meu humor tem de ser desmembrado, agora, para família. E a visibilidade é incrível."

Uma outra frente em sua vida, talvez menos midiática, reflete uma especialização profunda trazida por anos de idolatria. Cortez é um expert em Nara Leão. Músico preparado em seus primeiros anos de estudo (entre os 17 e 22) para ser um violonista de concerto, não tem mais essa preocupação. "O violão que toco hoje é mais descompromissado, está a serviço de outras coisas. O projeto dos meus olhos agora é o da MDB, a Música Divertida Brasileira. Eu resgato composições engraçadas da MPB e as apresento em outras versões. Obras engraçadas de Tom Jobim, Chico Buarque, Adoniran Barbosa, Jorge Ben, Moreira da Silva." O disco, gravado com a banda Pedra Letícia, vai sair em julho.

Nara Leão está entre suas três paixões. Nara, Maria Bethânia e a violonista Badi Assad. Mas é Nara quem ganha a palestra cheia de profundidade, com audição comentada, pesquisa e histórias saborosas.

O bate-papo é feito em uma sala acusticamente preparada para se ouvir discos de vinil, com equipamentos de ponta.

O sobrevoo de Cortez é criterioso. As obras de Nara serão contextualizadas, mas não vão jogar o jogo fácil. "Vou apresentar 15 músicas fundamentais na história da Nara. A lógica é mostrar o que seria interessante para ela, não necessariamente para o público. Se fosse o contrário, ficaríamos reféns de A Banda, João e Maria, Amor nas Estrelas, Opinião." Os traços da história e da personalidade aparecem entre as canções. "Nara era uma mulher com grandes conflitos, e ao mesmo tempo com uma firmeza do que queria. Se, pessoalmente, ela vivia o drama de não ter certeza vocacional, e o drama da doença nos últimos 10 anos de vida (ela morreu vítima de um tumor cerebral, aos 47 anos, em 1989), era profissionalmente muito engajada. Brigava com diretor artístico da gravadora por não querer que mexessem no disco que gravou em Paris, brigava por querer, sim, colocar Roberto e Erasmo no disco porque sabia que aquele era o momento de fazer isso. Quero mostrar a contradição da mulher que mantinha seus dramas pessoais com a mulher que era revolucionária."

Duas gravações de Nara terão gosto de exclusividade. São registros raros, que chegaram às mãos de Cortez graças à confiança de Marco Antonio Bombet, o último parceiro de Nara, que ainda guarda músicas nunca lançadas pela cantora.

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