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Jornal Diário de Suzano - 26/11/2020
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Rodrigo Lombardi diz: ‘o ator é um operário’

20 MAR 2016 - 08h00

A profissão de ator tem obrigações como qualquer outra: é preciso acordar cedo, cumprir uma extensa carga horária e sofrer com armadilhas como o sol quente em dias de externas ou a longa espera entre uma cena e outra. Mas Rodrigo Lombardi garante que tudo vale a pena. Principalmente quando se tem nas mãos uma história que pode gerar uma reflexão mais profunda. É o caso do Capitão Ernesto Rosa, de “Velho Chico”, que luta para defender a população mais sofrida de Grotas de São Francisco.

E, exatamente por isso, ele se despede da trama já no oitavo capítulo, quando o dono da fazenda Piatã é assassinado.

Como está encarando este novo personagem?

Rodrigo Lombardi - O Ernesto é um capitão de formação militar que chega em uma cidade dominada por coronéis de formação. Nessa época, os coronéis tinham permissão para comprar esses títulos para defender suas terras em lugares em que a polícia não chegava. Só que, junto com isso, vinha um poder e uma opressão sobre o povo local. Tiravam proveito de tudo e de todos. Ernesto não concorda com esse sistema e começa a querer botar na cabeça das pessoas que isso é errado, que eles podem se livrar desse "cabresto". Esse comportamento gera um desconforto para o poder local, exercido pelo coronel Jacinto (Tarcísio Meira). Trava-se uma briga de famílias e de forças que culmina em um romance e se transforma no folhetim clássico que a gente conhece. Só que com pegada mais épica, cheio de planos abertos e sequências incríveis.

Muitas pessoas acham que tirar o horário nobre do eixo Rio-São Paulo e apostar em um romance mais clássico era o que a faixa das 21 horas merecia. Qual sua opinião sobre isso?

Rodrigo - Acho que essa novela mistura o universo lírico e lúdico com a realidade. Com o passar dos últimos anos, perdemos um pouco nossa identidade. Estamos correndo atrás do prejuízo porque a gente esquece quem é. “Velho Chico” resgata isso, mostra uma brasilidade que, às vezes, deixamos de lado por achar que, por vivermos num mundo onde tudo acontece ao mesmo tempo, precisamos pensar apenas em consumir, ganhar, vencer... Mas o Brasil não é só das grandes metrópoles. É um país de agricultura Sempre foi e sempre vai ser e é disso que “Velho Chico” fala também.

Como surgiu o convite e de que forma você encarou?

Rodrigo - Olha, com o Luiz (Fernando Carvalho, diretor) a gente não titubeia nunca. Rezamos para acontecer. Quando veio, achei maravilhoso. Fazer parte dessa história é genial porque, diante dessa dobradinha entre Luiz e Benedito (Ruy Barbosa, o idealizador da sinopse), não dá para falar "não". Se falam "tenho um negócio para você", tem que vir um "aceito" depois.

Você tem sido muito requisitado como galã na TV. Como encara um personagem como esse, em que essa função não está incluída?

Rodrigo - Vaidade é algo que um ator não pode ter. E meu trabalho na TV é mais antigo, eu vim da comédia e do teatro. Sou um profissional de composição de personagens. E o grande barato entre um trabalho e outro é se desconstruir. Quando chega o momento de se despedir de um personagem, essa "desintoxicação" às vezes é prazerosa, em outras é mais difícil e dolorosa.

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