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Jornal Diário de Suzano - 25/10/2020
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Suzanense viaja como mochileiro até o RJ

03 MAI 2016 - 08h00

Superando desafios físicos e psicológicos - quando familiares e amigos disseram que não daria certo - o jornalista suzanense e ex-funcionário do DS, Rômulo Cabrera, de 25 anos, chegou ontem em seu destino determinado: a cidade litorânea de Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro. A experiência como mochileiro aprendiz ou, conforme dito, de forma beta (quando algo esta em fase de desenvolvimento e testes) iniciou no último sábado, em Suzano. A ideia dele foi sair de sua cidade natal para seguir até o destino final somente por meio de caronas e com o pouco dinheiro no bolso.

Cabrera disse que planejava uma viagem desde o ano passado, porém precisou usar o dinheiro guardado para pagar a faculdade. Assim o suzanense se viu em um momento determinante para sua vida: a de realizar o sonho ou ouvir o que lhe diziam.

Em um consenso pessoal, o jovem decidiu utilizar um método diferente para realizar o sonho de viajar sozinho. "Pensei muito e resolvi que iria de qualquer jeito. Sai de casa (Suzano) com apenas R$ 40 - que por sinal metade foi dado pela minha mãe por medo e o restante da viagem iria seguir pedindo carona", explicou Cabrera.

Entre os objetivos a serem alcançados estão como iria superar limitações e, principalmente, quebrar estigmas da sociedade expondo que existe bondade no brasileiro, em especifico nos que estão trabalhando em estradas do País. "Quando falei minha ideia, as pessoas disseram para não fazer ou que eu estava maluco. Eu sempre fui otimista neste sentido e não dei bola para os comentários porque poderia me desanimar de ir", acrescentou

Toda a trajetória do suzanense está sendo documentada em redes sociais, em formato de “Diário de Bordo”. Em uma publicação, o jovem citou a boa fé de um caminhoneiro em levá-lo ao Rio de Janeiro. "Fiquei sem jeito de pedir a carona, mas quando expliquei minha história, ele me atendeu bem. Foi a carona mais longa e a que mais contribuiu porque saímos de Jacareí", disse.

Segundo Cabrera, as respostas negativas durante a viagem serviram como base para superar desafios físicos. Isto porque o suzanense precisou caminhar aproximadamente 30 quilômetros. "Andei bastante porque alguns eram receosos por causa da violência do cotidiano. Porém fiquei feliz porque me senti livre. Algo que tenho como exemplo desta viagem é de que não usarei nunca mais o (tênis) All Star, até porque estou com muitas bolhas no pé", brincou.

Além da ajuda de caminhoneiros, ele contou com um jovem que conheceu na Rodoviária em Araruama. Após Igor Pereira ouvir a história de Cabrera comprou o livro escrito pelo jornalista e o dinheiro o ajudou a prosseguir viagem. “Achei muito legal a história dele e acabei comprando o seu livro.Tinha na carteira uns R$ 15. Dei R$ 10 pra ele e fiquei com o livro e os R$ 5 da passagem”, disse Pereira em seu Facebook.

Quando questionado sobre novos desafios, o suzanense foi enfático ao dizer que esta foi apenas uma aventura que serviu como experiência e aprendizado. Ele frisou que apenas não continuará a viagem porque vai retornar ao município para resolver problemas pessoais. "Como tenho coisas para fazer o 'mochilão' é mais curto. Entretanto, eu já estou analisando ir para o Nordeste e conhecer outros Estados", disse.

OUTRAS EXPERIÊNCIAS

Cabrera já vivenciou outras experiências no mesmo estilo. No ano passado, escreveu o livro “146 dias sem ela”, que conta como ele sobreviveu 146 dias sem internet. A publicação gerou grande repercussão nacional. Já neste ano, ele passou um dia limpado vidros de carros em um farol de Suzano.

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