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Teatro da Neura encerra ciclo de leituras com peça ‘O Caixão Ideal’

30 OUT 2015 - 07h00

O Teatro da Neura encerra o ciclo de leituras encenadas do projeto "Sexta que Lá Vem História" com um assunto que ainda é incômodo para a maior parte das pessoas: a morte. O tema será abordado hoje, às 20 horas, por meio de "O Caixão Ideal", inspirado na obra "A Falecida", de Nelson Rodrigues. Com ingressos no esquema "pague o quanto puder", a apresentação está marcada para ocorrer no Espaço N de Arte e Cultura, a sede da companhia teatral. O centro cultural fica na Rua José Garcia de Souza, 692, no Jardim Imperador, em Suzano.

Com direção do dramaturgo Antônio Nicodemo, o espetáculo convida o público a imergir na história de Zulmira, uma mulher obcecada pela morte e que sonha em ter um enterro de luxo para compensar a vida simples e miserável que vive no subúrbio do Rio de Janeiro. Para que essa vontade se torne realidade, ela passa a maior parte do tempo visitando funerárias e solicitando orçamentos, porque deseja deixar tudo escolhido para quando a sua hora chegar.

No entanto, descobre que não é dona de uma boa saúde. Fato que faz com que fique abalada e contraia uma tuberculose. Como último desejo, pede ao marido desempregado um grande e luxuoso enterro, que além de parar a cidade, precisa provocar inveja em sua prima, Glorinha, a mulher mais correta do Rio de Janeiro.

De acordo com Nicodemo, que fundou o Teatro da Neura há 11 anos, "A Falecida" passou por várias adaptações para tornar-se em "O Caixão Ideal", seguindo as transformações que a companhia teatral tem o hábito de fazer com outras obras de Rodrigues. "O texto passa por algumas adaptações, porque é uma leitura encenada. Ele vem da brincadeira da contínua pesquisa sobre o Nelson Rodrigues e essa transformação que fazemos nas obras dele. Usar o universo do próprio dramaturgo para desconstruí-lo e contar a história", revela.

Elenco

Formado por atores convidados e da companhia teatral, o elenco foi convidado a compartilhar as suas opiniões sobre o tema da leitura encenada, refletindo sobre a forma que desejam ou não ser lembrados após a morte. "As respostas dos atores em parceria com a dramaturgia de Rodrigues foram determinantes para a criação do universo da leitura encenada. O texto original foi um combustível para tudo isso", finaliza.

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