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Jornal Diário de Suzano - 30/09/2020
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Trajetória de Cândido chega aos palcos dos Contadores de Mentira em Suzano

24 MAI 2016 - 08h00

A Companhia Mundo Teatral apresenta na próxima quarta-feira, às 20 horas, em Suzano, o espetáculo “Cândido – O Homem do Mar que Morreu na Terra Salgada”. A encenação aconteceu no Teatro Contadores de Mentira, localizado na Avenida Major Pinheiro Fróes, 530, Parque Maria Helena.

Com o texto de Calixto de Inhamuns, a peça narra a difícil trajetória do marinheiro João Cândido Felisberto, conhecido como Almirante Negro e líder da Revolta da Chibata, ocorrida no Rio de Janeiro em 1910. A entrada é gratuita.

Peça

Produzido por meio de edital do ProAc (Programa de Ação Cultural), da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, a peça mostra por meio de linguagem narrativa e utilizando-se do teatro documental a vida do marinheiro desde que saiu do Rio Grande do Sul, aos 14 anos de idade, até após a sua morte em 1969, no Rio de Janeiro, aos 89 anos.

O espetáculo, criado por meio de processo colaborativo, começa com o encontro de quatro pessoas que querem formar um grupo musical e um deles lembra a famosa canção de Aldir Blanc e João Bosco, “Mestre Sala dos Mares”.

A partir daí, o elenco formado por Osni Henrique, Josivan Costa, Ronaldo Souza e William Baptistella, recordam as histórias do marinheiro, ora como atores/narradores, ora como personagens/narradores. O próprio autor Calixto de Inhamuns compôs oito canções para o espetáculo, que permeiam as narrativas e foram musicadas por Beto Quadros, que assina a direção musical, e uma delas pelo rapper Celso Ferrari.

Trajetória

Nascido em 1880, em São José do Rio Pardo (RS), João Cândido Felisberto começa a sua difícil trajetória aos 11 anos, quando foi expulso da fazenda, onde o pai era escravo, após brigar com o filho do dono. Levado para a Escola da Marinha, pelas mãos de Alexandrino de Alencar, chegou ao Rio de Janeiro, onde por seu conhecimento e habilidade passou a liderar os fuzileiros.

A Revolta da Chibata se estendeu de 22 a 27 de novembro de 1910, quando cerca de 2,4mil marinheiros rebelaram-se contra a aplicação de castigos físicos a eles impostos (as faltas graves eram punidas com 25 chibatadas), ameaçando bombardear a cidade do Rio de Janeiro.

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