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Vivendo ex-detento em 'Haja Coração', ator critica sistema carcerário

23 JUN 2016 - 08h00

Uma das principais vantagens dos atores é experimentar realidades diferentes das suas ao se depararem com determinados personagens. Para Jayme Matarazzo, o Giovanni de “Haja Coração”, muitas de suas cenas provocam grande reflexão. Algo que espera que aconteça também com os telespectadores, já que seu núcleo aborda uma questão séria no Brasil: a deficiência do sistema carcerário.

"Ele não reabilita. Ao contrário, faz nossos presos não terem condições de cumprirem suas penas adequadamente. É lógico que eles precisam pagar pelos crimes que cometeram, mas é necessário que algumas coisas sejam revistas para evitar que saiam e voltem para a marginalidade", analisa o ator.

Na história, uma das maiores dificuldades de Giovanni como ex-presidiário é sua recolocação no mercado de trabalho. "Hoje em dia, já está complicado de maneira geral. E muito mais para quem saiu da cadeia e tenta se reinserir na sociedade. Precisamos, em todos os âmbitos, nos preocupar com nossos preconceitos", alerta.

Na trama, ele consegue deixar a penitenciária por bom comportamento, com a ajuda da advogada Bruna (Fernanda Vasconcellos), com quem começou a namorar durante o período em que ficou preso. "Ela é muito bem resolvida e se relacionar com alguém de outra classe social não é um problema", observa Matarazzo.

Se a dificuldade do rapaz para trabalhar não prejudica o romance com Bruna no início da trama, o mesmo não se pode dizer de seus planos de fazer justiça e provar sua inocência.

Depois de ir atrás de Camila (Agatha Moreira) e terminar salvando-a de bandidos e de um acidente, Giovanni se apaixona pela inimiga. É que a jovem fotógrafa, que é sempre arisca e se comporta de maneira cruel com as pessoas que a cercam, perde a memória. Com o esquecimento, surge uma nova mulher, extremamente doce e carinhosa. O suficiente para encantá-lo e também deixá-lo em dúvida.

"É uma oportunidade que os dois têm de se redescobrirem. E ele entra nesse dilema: buscar justiça ou se entregar a um amor genuíno e novo em sua vida", entrega Jayme.

Carioca, o ator de 30 anos garante que não tem qualquer dificuldade em interpretar um paulistano. Aliás, isso é bem fácil para Jayme. Aos 5 anos, ele se mudou para São Paulo e, jura, sempre teve hábitos tradicionais na cidade. Como pedalar e andar de skate no Parque Ibirapuera, torcer pelo Palmeiras, frequentar as cantinas do Bixiga e da Mooca, fazer compras no Mercado Municipal e passear pela Liberdade, bairro com uma vasta cultura oriental. A única coisa que parece mesmo incomodá-lo é quando alguém chama “Haja Coração” de "remake" de “Sassaricando”.

"Trata-se de uma releitura. A inspiração existe, mas os personagens podem ter outras características e se envolverem em novas relações. Não temos nada fechado", defende.

E é exatamente o fato de se tratar de uma obra aberta que deixa Jayme livre para não opinar sobre que decisão amorosa Giovanni deve tomar no decorrer de 'Haja Coração'. Bruna, além de começar a novela namorando o rapaz, também o salvou da cadeia. Já Camila, apesar de estar sem memória, foi quem provocou a prisão injusta do filho primogênito de Francesca (Marisa Orth).

"Acredito que, em alguns momentos, as pessoas vão se encantar pela relação dele com a Bruna e, em outros, com a Camila. Tomara que tenha torcida para todo mundo", desconversa o ator.

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