Uma empresa do Mato Grosso denunciou, esta semana, a invasão de uma propriedade privada de aproximadamente 40 hectares na Estrada do Tanaka, próximo à Estrada do Koyama, em Suzano.
Segundo a empresa, a Polícia Civil de Suzano investiga o caso. A denúncia é que pessoas estariam praticando crimes ambientais como destruição de áreas de preservação permanente (APP), extração ilegal de madeira e a venda irregular de lotes a terceiros. De acordo com a notícia crime, elaborada pelo advogado Bruno Coculo Gonçalves, a área pertence à Agropecuária Monarca Ltda, com sede no município de Sorriso, na região norte de Mato Grosso.
No documento, a defesa demonstra que a empresa é proprietária das matrículas nº 15.013, 15.014, 51.494 e 51.495, ambas do Cartório de Registro de Imóveis (CRI) de Suzano.
O advogado afirma que o sócio administrador da Monarca, Daniel Gonçalves de Pauli, foi informado por vizinhos da área sobre a invasão do local, o fracionamento por loteamento clandestino e a retirada de forma irregular de madeiras do local.
O advogado da Agropecuária Monarca informa ainda que um representante da empresa se deslocou até o local e foi impedido de entrar, sendo inclusive ameaçado de morte pelos invasores. “Por isso, na notícia crime, solicitamos diligências das autoridades no local, pois terceiros desavisados ainda estão sendo enganados”
Prefeitura
A Prefeitura de Suzano informou que no dia 8 de junho deste ano participou de uma operação do Grupo de Fiscalização Integrada (GFI), iniciativa voltada ao combate do parcelamento irregular de solo em áreas de proteção e recuperação de mananciais, e entre os pontos vistoriados estava o local mencionado. A ação conjunta mobilizou a Coordenadoria de Fiscalização e Biodiversidade da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Meio Ambiente (Sima); a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb); a Polícia Militar Ambiental; o Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-SP); o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-SP); a Secretaria Municipal de Governo; a Secretaria Municipal de Meio Ambiente; e o Setor de Fiscalização de Posturas. Na ocasião, foram identificados início de parcelamento irregular de solo.