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Cidades

Igreja critica porte de armas, pede proteção à democracia e redução da desigualdade

Carta discute sobre temas como defesa da democracia, porte e posse de armas e diminuição das desigualdades

17 setembro 2022 - 05h00 Por Fernando Barreto - de Suzano
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou aos párocos do Alto Tietê uma carta sobre as eleições que ocorrem em outubro. Compartilhada pelo bispo da diocese de Mogi, dom Pedro Luiz Stringhini, a carta traz o posicionamento da igreja quanto a defesa da democracia, contra a posse e o porte de armas e diminuição das desigualdades sociais.
 
Em conversa com o DS, o bispo dom Pedro Luiz Stringhini afirmou que a carta foi enviada aos padres da região, mas ressaltou que não há o pedido de voto explícito.
 
“A carta é uma orientação, uma reflexão sobre o momento atual que vivemos. As pessoas são livres para votar”, reforçando que nenhum católico, obrigatoriamente, vota em um determinado candidato. “Assim como na sociedade em geral, dentro da igreja as pessoas são livres para votar em quem acreditar ser o melhor”.
 
Stringhini salienta que o cidadão é orientado, ao ler a carta, que os princípios da Igreja estão ali, como o “desarmamento e não o armamento da população, o pobre como prioridade, meio ambiente bem cuidado” e a partir disso, segundo o bispo, o fiel vai em busca do candidato que cumpra essas diretrizes.
 
A Carta
 
O terceiro parágrafo resume a carta. Nele é definido os compromissos da Igreja para as eleições. É citado, por exemplo, o cuidado e defesa da vida, da família, ecologia e do estado democrático de direito.
 
“É necessário o compromisso autêntico com a verdade, com a promoção de políticas de Estado capazes de contribuir de forma efetiva para a diminuição das desigualdades, a superação da violência e a ampliação do acesso a teto, trabalho e terra”, diz trecho da carta.
 
Em outra parte, a carta fala em manipulação religiosa e disseminação de “fake news”.
 
“As notícias falsas têm o poder de desestruturar a harmonia entre pessoas, povos e culturas, colocando em risco a democracia. A manipulação religiosa, protagonizada por políticos e religiosos, desvirtua os valores do Evangelho e tira o foco dos reais problemas que necessitam ser debatidos e enfrentados em nosso Brasil”, concluiu.
 
Projetos da Igreja
 
Stringhini reforça que o incentivo e apoio ao voto é sempre realizado. O ato de se abster não é defendido, segundo disse o bispo. “Isso (votar) é cidadania. Nosso dever sempre”, disse.
 
A fim de garantir estudos e consciência cidadã, a Igreja em Mogi, segundo explicou o bispo, tem as escolas de cidadania.
 
“A escola da cidadania existe para isso. A ideia é trazer formação em nível social e político para os fiéis”, disse. Mas o bispo reforça que a escola da cidadania não existe em épocas de eleição, “mas todos os meses do ano”.

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