Os candidatos Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) divergem nas propostas para o segundo turno das eleições na disputa pelo Governo do Estado de São Paulo, quando o assunto é o pedágio nas estradas.
O Diário de Suzano entrou em contato com os dois candidatos, para saber as propostas e como lidariam com este ponto no setor de Infraestrutura e Logística.
O candidato Haddad respondeu, mas Tarcísio não retornou o contato até o fechamento desta reportagem. As informações do republicano foram retiradas de seu programa de governo, disponível na Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Neste setor de infraestrutura, Haddad propõe adotar medidas que possibilitem a redução das tarifas de pedágio.
Segundo o petista, “venceu o contrato com a concessionária, vai ter licitação, o pedágio vai baixar de preço e esses valores serão uniformes ao longo de toda a rodovia”.
Haddad explica que quando os contratos de pedágio chegam ao fim, o governo faz uma nova licitação.
“Coloca aqueles pedágios em concorrência pública e, geralmente, essa concorrência diminui os valores cobrados”, diz.
Ainda acrescentou, “algumas rodovias pedagiadas foram relicitadas e a concorrência fez os valores caírem 20% a 25%. Chegou a cair até 30% em alguns casos”.
Em seu plano de governo, Tarcísio propôs apoiar as ações do Governo Federal ou coordenar a concessão e privatização de ativos importantes, “garantindo a defesa dos interesses do estado de São Paulo”. Em relação às travessias litorâneas, o objetivo é trabalhar em concessões individuais considerando a especificidade de cada travessia.
Diante das propostas, Haddad criticou uma licitação feita por Tarcísio na Rodovia Dutra, disse que o republicano não teria pensado no Estado quando aplicou a licitação.
“O preço cobrado pelas praças de pedágio só caiu no trecho do Rio de Janeiro. No trecho de São Paulo, os valores não caíram”, criticou.
SEGUNDO TURNO
O segundo turno das Eleições 2022 acontece no dia 30 de outubro. No Estado de São Paulo, o eleitorado votará em dois cargos.
Primeiro, o candidato a governador, e depois, para presidente da República.