Suzanenses dividem opinião sobre a não obrigatoriedade do uso de máscara no transporte público.
O governo de São Paulo publicou neste sábado (4), no Diário Oficial, o decreto que suspende o uso de máscaras nos transportes coletivos ( trens, Metrô e ônibus) do estado e da capital. A medida já estava valendo desde sexta-feira (03).
“Reconhecemos a importância das máscaras e a sua eficácia, principalmente na transmissão de doenças respiratórias. Entretanto, diante dos dados apresentados pelo comitê, é segura, neste momento, a retirada do equipamento sem prejudicar os serviços de saúde”, disse , em nota, o secretário estadual da Saúde, Eleuses Paiva.
Para a aposentada Marli Muniz, o uso da máscara ainda deve ser obrigatório. Ela conta que na semana passada foi diagnosticada com Covid-19 e precisou tomar remédios fortes e se sentiu fraca. “O Covid ainda está no ar. As pessoas precisam se cuidar e evitar o contágio”, comentou.
Ao contrário de Marli, o estagiário Raphael Nakamura nunca pegou Covid e mesmo assim permanece usando o equipamento por segurança. “Prefiro prevenir e me manter seguro. A população não respeita o uso da máscara no transporte”, disse.
A opinião é a mesma do estudante Pietro dos Santos. Ele permanece usando a máscara dentro do transporte e concorda que a medida não deveria ter sido revogada. “A doença não foi embora. O maior risco de se contaminar é no transporte”, comentou.
A enfermeira Kelly Cristina trabalha no hospital e nunca pegou a doença. Apesar disso, ela conta que não utiliza a máscara no transporte público. “Quem utiliza o transporte público tira a máscara quando não há fiscalização. É errado e sei que também estou errada em não usar. Mas já tomei as quatro doses da vacina e se pegar será leve”, disse.
O autônomo Gabriel Martin confirma que retira a máscara quando está dentro do trem e concorda com a liberação do equipamento. “Era ruim porque a máscara sufocava. As pessoas já tomaram vacina e fica mais difícil se contaminar”, contou.