O Ministério da Justiça criou um canal para recebimento de informações sobre ameaças e ataques contra escolas. Por meio da plataforma, que já está ativa, as denúncias podem ser feitas por qualquer pessoa de forma anônima, e as informações são mantidas sob sigilo. A ferramenta vai atender os municípios do Alto Tietê.
Disponibilizado em parceria com organização não governamental SaferNet Brasil, o canal pode ser acessado no endereço www.gov.br/mj/pt-br/escolasegura. É possível denunciar publicações em redes sociais e fóruns, sites, blogs, perfis e outros tipos de conteúdos suspeitos. Para realizar a denúncia, é preciso preencher um curto formulário que não exige identificação.
A iniciativa faz parte de uma série de ações que integram a Operação Escola Segura, lançada no último dia 6, para promover ações preventivas e repressivas contra ataques em escolas.
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O site está disponível e as informações enviadas serão analisadas pela equipe do Ciberlab da Secretaria Nacional de Segurança Pública.
De acordo com a pasta, centenas de agentes trabalham de forma integrada no monitoramento de ameaças: 51 chefes de delegacias de investigação, 89 chefes de agências de inteligência (incluindo Polícias Militares e Civis estaduais) e 25 policiais federais. As denúncias são anônimas, não sendo exigida identificação.
Em nota, a SaferNet destacou que o processo de preenchimento do formulário é simples, rápido e seguro. É possível denunciar, por exemplo, sites, blogs, publicações em redes sociais e fóruns, perfis e outros conteúdos suspeitos. Não é exigida a identificação do denunciante. Os links denunciados serão automaticamente cruzadas com a base de dados da Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos, criada pela SaferNet Brasil e operada em parceria com o Ministério Público Federal (MPF).
Pais de alunos protestam, pedem aumento na segurança e sugerem detectores de metal
Pais de alunos, membros de entidades ligadas à educação e à segurança pública e professores de escolas municipais e estaduais de Suzano fizeram uma manifestação pacífica na Praça Cidade das Flores na tarde desta segunda-feira (10). Após o movimento, cerca de 200 pessoas foram até o Plenário da Câmara Municipal para acompanhar uma audiência com vereadores e autoridades. Eles reivindicam mais segurança nas escolas.
Na ocasião, o secretário de Educação de Suzano, Leandro Bassini, o secretário interino de Segurança Cidadã, Afrânio Evaristo, e outras autoridades ligadas à segurança prestaram esclarecimentos sobre as ações realizadas nas escolas desde o ataque na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em 13 de março de 2019. Mesmo com todas as medidas adotadas, os manifestantes afirmam que as escolas são inseguras. Eles pedem portas com detector de metais e seguranças ou policiais armados nas unidades.
"A população está vendo que estão ameaçando e está acontecendo. Não me sinto segura em mandar ela para a escola", disse a decoradora Gislene Rosa dos Santos, 33. Ela tem uma filha de cinco anos que estuda em uma escola municipal da cidade.
A Prefeitura de Suzano informou que dará início à operação “Escola Segura” (leia mais abaixo). O DS consultou a Secretaria de Educação do Estado sobre as demandas da população, mas até o fechamento da reportagem, não houve retorno.